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Sismo no Japão

Governo aconselha portugueses a saírem do Japão

Risco nuclear após terramoto e tsunami motivou apelo. Os que não puderem deixar o país devem deslocar-se para sul. Clique para visitar o dossiê Sismo no Japão

Pedro Cordeiro (www.expresso.pt)

O Governo dos EUA anunciou esta madrugada que enviará um avião para Tóquio para ajudar a evacuar cidadãos norte-americanos, tendo já autorizado aos membros da sua embaixada a deixarem o país. Também a Rússia pôs em marcha um plano de evacuação dos diplomatas e seus familiares.

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A Áustria, por sua vez, decidiu transferir, temporariamente, a sua embaixada para Osaka. Outras missões diplomáticas como a francesa, alemã, italiana e holandesa aconselham a quem não tenha assuntos "essenciais" a tratar em Tóquio a abandonar a cidade ou, se possível, sair do país.

Entretanto, instituições como o BNP Paribas e a Morgan Stanley e multinacionais como a BMW e Continental estão a evacuar grande parte do seus trabalhadores em Tóquio, transferindo-os em especial para Nagoya ou Osaka, ou mesmo retirando-os do país.

Voos cancelados

Porém, sair do Japão não está a ser fácil. O temor do aumento da radiação já levou muitas empresas aéreas a cancelarem os seus voos para Tóquio ou a reprogramarem as suas operações a partir de aeroportos fora da capital japonesa. A Air China e a Eva, de Taiwan, suspenderam os voos, enquanto a Lufthansa, Alitalia e o o grupo Air-France/KLM estão a operar quase exclusivamente a partir de Osaka e Nagoya.

Para compensar a falta de aviões comerciais, o Governo chinês montou uma operação especial. Entre as medidas está o envio de autocarros às localidades mais afetadas pelo terramoto e tsunami, entre elas Fukushima, onde se encontra a central nuclear em risco de colapso. "Os cidadãos serão trasladados diretamente a dois aeroportos, de onde poderão viajar para a China", diz o comunicado da embaixada chinesa divulgado pela Internet.

Segundo a agência Reuters, a procura de voos charter ou aviões privados disparou, em especial por parte do setor financeiro. De acordo com uma empresa de aluguer de aviões privados, um banco estrangeiro pagou 16.000 dólares norte-americanos para trasladar 14 executivos de Tóquio a Hong Kong, um voo com cinco horas de duração.

Aumentou também, significativamente, o número de voos de aviões privados entre Seul e Singapura para transportar altos quadros de empresas estrangeiras.