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Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Turquia reforça presença militar na fronteira com a Síria

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Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

Ancara já avisou Damasco de que não vai tolerar qualquer ato hostil. O Governo de Recep Tayyip Erdogan está a reforçar a presença militar na região fronteiriça com a Síria. De acordo com a televisão estatal turca, TRT, a operação em curso  foi provocada pelo bombardeamento de um caça turco no Mediterrâneo, na passada sexta-feira, por forças sírias.

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Esta manhã, segundo a TRT, cerca de 30 veículos militares, incluindo camiões com  lança-mísseis e armamento antiaéreo chegaram à cidade de Iskenderun, estacionando a poucas dezenas de quilómetros da fronteira com a Síria. A agência privada de notícias Dogan News também divulgou um vídeo que mostra uma coluna de veículos militares a deslocarem-se para a fronteira entre a Turquia e a Síria.

Segundo o jornal turco "Hürriyet", os equipamentos militares vão ser dispostos nas imediações dos municípios fronteiriços de Altinözü, Reyhanli e Yayladag, onde se encontram os maiores campos de refugiados sírios.

Ontem, por ocasião do lançamento do primeiro avião fabricado na Turquia, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o seu país não tem a intenção de atacar a Síria, mas que retaliará qualquer ato hostil de que seja alvo.

Oposição recusa participar no Governo interino

Fontes diplomáticas citadas pelas agências internacionais referiram ontem que o enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, vai propor a formação de um Governo interino com representantes do regime e da oposição na conferência internacional prevista para sábado em Genebra.

Entretanto, o principal grupo da oposição síria voltou hoje a recusar participar num Governo interino enquanto o Presidente Bashar al-Assad não deixar o poder, numa reação à nova proposta apresentada por Kofi Annan.

"A oposição ainda não conhece os pormenores da proposta de Annan, pelo que não pode dar-lhe uma resposta. Mas mantém a firme posição de não participar em nenhum projeto político a menos que Bashar al-Assad seja afastado do poder", disse o porta-voz do Conselho Nacional Sírio, George Sabra, citado pela agência France Presse.