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Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Líbia: Intervenção militar ocidental teria "efeitos negativos"

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O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considera que uma ofensiva militar ocidental teria "efeitos negativos", mas ressalva que, "caso os confrontos se tornem mais sangrentos, temos que estar preparados para reagir". Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Uma intervenção militar ocidental na Líbia teria "efeitos negativos", declarou hoje, no Cairo, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé. 

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"A França, mas também vários dos nossos parceiros, não são favoráveis a uma intervenção militar ocidental na Líbia, que teria efeitos bastante negativos", afirmou o chefe da diplomacia francesa, durante uma conferência de imprensa na capital egípcia. 

"Caso os confrontos se tornarem mais sangrentos, teremos que estar preparados para reagir, e é por essa razão que aceitamos a criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia", acrescentou o ministro francês. 

Desde 15 de fevereiro que o regime do líder líbio Muammar Kadhafi enfrenta uma onda de contestação sem precedentes desde a sua ascensão ao poder, em 1969. 

Os confrontos têm vindo a intensificar nos últimos dias e já terão causado centenas de mortos. 

Alain Juppé encontra-se desde sábado à noite no Cairo, a primeira viagem ao exterior desde que assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros, na segunda-feira, em substituição de Mich?lle Alliot-Marie. 

O chefe da diplomacia francesa deslocou-se à capital egípcia para demonstrar o apoio de Paris ao processo de transição democrática no Egito, que considera ser "um país chave" na definição do futuro mundo árabe.

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