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Expresso

Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Líbia: Conselho de Direitos Humanos da ONU convoca reunião para sexta-feira

Esta é a primeira vez que um país-membro é o tópico de uma sessão especial. Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas convocou hoje uma sessão especial para sexta-feira para discutir a situação na Líbia, a pedido de mais de 50 países, membros e não-membros.

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De acordo com o Conselho, composto por 47 países, entre os quais Portugal, é a primeira vez que um país-membro é o tópico de uma sessão especial.

Na terça feira, o Conselho de Segurança da ONU condenou e exigiu o fim imediato da violência contra civis pelas autoridades da Líbia, que terá já causado centenas de vítimas civis.

Após consultas à porta fechada presididas pelo Brasil, e em que participaram Portugal, apelou à ajuda humanitária internacional para a população deste país magrebino.

ONU diz que há 300 mortos

Os ataques causaram um número indeterminado de vítimas mortais, que a ONU para já diz rondar as 300.

Francis Deng, conselheiro especial do secretário-geral para a Prevenção do Genocídio, enviou na terça feira ao final do dia uma nota à imprensa fazendo eco dos relatos de uso de aviões, helicópteros, tanques e mercenários estrangeiros contra os manifestantes anti-regime.

"A confirmar-se a natureza e escala de tais ataques, eles podem bem constituir crimes contra a humanidade, pelos quais as autoridades nacionais serão responsáveis", afirma.

À saída do "briefing" no Conselho de Segurança, o subsecretário geral B. Lynn Pascoe disse que a situação na Líbia pode ficar "muito pior" nos próximos dias, pelo que a ONU está a preparar a evacuação dos quase 30 elementos que tem no terreno.

Rosemary DeCarlo, representante norte-americana na ONU, sublinhou aos jornalistas que, com esta declaração, a comunidade internacional "disse com uma voz clara e única que condena a violência contra civis e que a violência tem de parar imediatamente".

Human Rights Watch pede resposta mais forte

Ibrahim Dabbashi, "número dois" da missão líbia junto das Nações Unidas, que vem defendendo que o líder da Líbia deve abandonar o poder, disse que a declaração é um passo positivo, mas não "suficientemente forte".

Também a organização não governamental Human Rights Watch defendeu que é necessária uma resposta "mais forte" do Conselho de Segurança, "no mínimo" proibindo a liderança líbia, política e militar, de viajar e congelando os seus bens no estrangeiro.

A organização defende ainda um imediato embargo de venda de armas à Líbia e o apoio à proposta da Alta Comissária para os Assuntos Humanitários, Navi Pillay, para o lançamento de uma investigação aos ataques contra civis.