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Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Guiné-Bissau disposta a receber Kadhafi

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O primeiro-ministro guineense afirma que se Muammar Kadhafi quiser ir para Bissau "será muito bem-vindo". Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje que, se Muammar Kadhafi decidir vir para Bissau "será muito bem-vindo".

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"Kadhafi, durante o seu mandato, sempre apoiou a Guiné-Bissau, as obras e o apoio que ele deu estão visíveis, não escondemos nada", disse o primeiro-ministro, que falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, após ter participado na Cidade da Praia na cerimónia de posse de José Carlos Fonseca como Presidente de Cabo Verde.

Gomes Júnior disse que a Guiné-Bissau é solidária com o povo líbio, acrescentando: "Mas o Presidente Kadhafi merece-nos todo o respeito".

Alerta vermelho sobre o líder líbio

"Não estamos com o mandato internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional, não aderimos à convenção de Roma, portanto somos livres, enquanto Estado, de acolhermos os nossos amigos", frisou Carlos Gomes Júnior.

Na quinta-feira, o procurador do Tribunal Penal Internacional Luis Moreno-Ocampo pediu à Interpol para emitir um "alerta vermelho" sobre Muammar Kadhafi, que é alvo de um mandado de detenção do tribunal. Kadhafi é alvo de um mandato de detenção internacional lançado sexta-feira pela Interpol.

Na embaixada da Líbia na Guiné-Bissau chegou a ser hasteada a bandeira do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político dos rebeldes anti-Kadhafi) mas o governo de Carlos Gomes Júnior mandou que fosse retirada. A embaixada não tem atualmente qualquer bandeira.