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Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Egito: chefe religioso saudita proíbe voto em Shafik

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Chefe religioso saudita, Abdel Rahman al Borak, emitiu hoje decreto islâmico (fatwa) que proíbe os egípcios de votarem em Ahmed Shafik, candidato conotado com antigo regime, na segunda volta das  presidenciais. Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Abdel Rahman al Borak, chefe religioso saudita, emitiu hoje um decreto islâmico (fatwa) que proíbe os egípcios de votarem em Ahmed Shafik na segunda volta das eleições presidenciais, noticia a Efe.

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A razão invocada é evitar o retorno ao regime que foi dirigido pelo Presidente Hosni Mubarak ao longo de três décadas (1981-2011), até ser derrubado no seguimento de um levantamento popular. Shafik foi uma das principais figuras do antigo Governo, do qual foi ministro.

A segunda volta das presidenciais no Egito decorre em 16 e 17 de junho.

Medo do retorno ao antigo regime 

"Tende cuidado para que a vossa grande luta não seja sequestrada por aquele que vos devolverá à época do antigo Presidente Hosni Mubarak, depois do vosso grande sofrimento para se livrarem dele", realçou o clérigo, em comunicado.

Neste sentido, Al Borak perguntou: "Como podem eleger alguém que satisfaz os EUA, país que não deseja o bem ao povo do Egito?".

Shafik, que é considerado pelos seus adversários como um "fulul" (um dos remanescentes do antigo regime), ficou em segundo lugar na primeira volta das eleições presidenciais, com 23,3% dos votos, a seguir ao candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Morsy.

Na primeira volta, realizada em 23 e 24 de maio, os dois candidatos ficaram separados por pouco mais de 250.000 votos, com Morsyi a obter 5.764.952 (24,4%) e Shafik 5.505.327 (23,3%).

Os grupos de jovens revolucionários e os salafistas (islamitas radicais), para além da Irmandade Muçulmana, apelaram ao voto contra Shafik, um general da força aérea reformado, por o considerarem um dos símbolos da era Mubarak.