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Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Damasco: massacre mata mulheres e crianças

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Mais de 14 mil pessoas morreram na Síria desde o início da revolta, em março de 2011

EPA/ANGELIKA WARMUTH

Pelo menos 43 pessoas morreram durante um bombardeamento levado a cabo pelas tropas do regime de Bashar Asad nos subúrbios da capital Síria ocupados pelos rebeldes. Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Mariana Corrêa Nunes (www.expresso.pt)

Um massacre levado a cabo pelas tropas do regime da Síria durante os últimos dois dias matou pelo menos 43 pessoas perto de Damasco, segundo os rebeldes de oposição ao regime.

Clique para aceder ao índice do Dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Um vídeo publicado ontem no youtube pelos activistas mostra imagens de cadáveres cobertos com lençóis brancos com manchas de sangue, entre os quais se vêm mulheres e crianças. Contudo, ainda não foi possível provar a veracidade destas imagens.

Devido ao forte controlo sírio que bane ou restringe tanto jornalistas como os grupos de defesa de Direitos Humanos, é muito difícil confirmar informações no que diz respeito aos acontecimentos naquele país.

Mais de 14 mil pessoas morreram desde março de 2011

Segundo os activistas, citados pelo jornal "The Independent", mais de 14 mil pessoas morreram desde o início da revolta, em março de 2011.

Durante uma entrevista emitida ontem pela televisão estatal iraniana, Bashar Asad reforçou a ideia de que não vai aceitar soluções externas, nem de "grandes potências" nem de "países amigos".

Asad aproveitou ainda para elogiar o Irão, seu principal aliado na região, na ajuda à protecção da "soberania e estabilidade" da Síria e culpou os rebeldes pelo fracasso da mediação do enviado internacional Kofi Annan para acabar com o conflito, como nota o jornal "El País".

Rússia e China não apoiam intervanção militar

Terá lugar amanhã em Genebra o encontro do Grupo de Ação para a Síria, onde as grandes potências mundiais vão discutir a situação da Síria.

Contudo, não são esperados grandes desenvolvimentos, devido à protecção cerrada da Rússia, país com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que tem sido contra a pressão internacional.

Sergey Lavrov, ministro dos negócios estrangeiros russo, veio já assegurar que Moscovo não irá pedir a Assad que se demita do poder.

Tanto a Rússia como a China já garantiram que iriam vetar qualquer tentativa internacional de uma intervenção militar na Síria, avança o "The Independent".