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Expresso

Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Amnistia Internacional acusa regime sírio de matar 88 opositores

Vítimas foram torturadas e mutiladas, denuncia a  Aministia Internacional, que responsabiliza o Presidente sírio Bachar el Asad. Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)

Pelo menos 88 pessoas, entre as quais dez criança, foram assassinadas, algumas delas torturadas e mutiladas antes e depois da morte, denunciou hoje a Amnistia Internacional, que responsabiliza o Presidente Bachar el Asad pelas mortes.

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Um relatório divulgado pela ONG avança que Damasco está a levar a cabo uma "perseguição sistemática" aos opositores do regime desde há cinco meses. Muitos dos sírios assassinados pelo regime sofreram choques elétricos, queimaduras e outras sevícias.

A Amnistia Internacional dirigiu-se ao Conselho de Segurança da ONU para exigir a condenação dos abusos cometidos pelo regime de El Asad e para levar os responsáveis a serem julgados pelo Tribunal de Haia.

Entretanto, Adnan al Bakur, procurador geral da cidade síria de Hama, pediu hoje demissão em protesto pelos excessos cometidos pelo regime do Presidente Bachar el Asad.

Milhares detidos

A Amnistia Internacional (AI) refere que milhares de pessoas têm sido detidas desde que começaram os protestos contra o regime há cinco meses,  enquanto participavam de manifestações ou funerais de ativistas. A maioria tem sido mantida incomunicável e em locais desconhecidos.  

A AI assegura que entre os mortos estão 10 rapazes, entre os quais um menino de 13 anos, e que muitos foram mutilados antes ou depois da morte, "para espalhar o terror entre as famílias que reconheciam o cadáver".

Há registos de detenções feitas nos hospitais, onde ativistas estavam a ser assistidos.  Algumas das vítimas morreram após disparos na cabeça. A maioria foi detida na província de Homs, outras em Deraa, nos subúrbios da capital, em Hama e em Alepo, a segunda maior cidade do país.