Siga-nos

Perfil

Expresso

Presidenciais 2011

Cavaco Silva incentiva alunos do privado a manifestarem-se

Paulo Portas fez hoje a sua estreia na campanha de Cavaco Silva

Alberto Frias

"Manifestações são sinal de vitalidade da sociedade civil", afirmou o candidato. Clique para visitar o dossiê Presidenciais 2011

Luísa Meireles (www.expresso.pt)

Depois das manifestações de jovens dos colégios privados a marcar o passo de Cavaco Silva em cada paragem de rua, a educação entrou finalmente no discurso oficial do candidato, que os incentivou a demonstrar-se.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ PRESIDENCIAIS 2011

"Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua para defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil", disse Cavaco Silva em Aveiro, no jantar comício de hoje.

À sua chegada ao pavilhão de exposição, tinha à sua espera a que já é considerada a maior manifestação de "jovens SOS" desde que iniciou a campanha.

Na sua intervenção, Cavaco disse "sentir tristeza" por verificar que há "conflitos na área da educação" que - afirmou - deve ser um "desígnio nacional. "Farei tudo o que estiver ao meu alcance para favorecer o espírito de diálogo e de concertação em tudo o que disser respeito à educação", concluiu.

"18 palavrinhas apenas", diz Paulo Portas

O tema nem sequer foi aflorado por Paulo Portas, que fez hoje a sua estreia na campanha de Cavaco Silva. Em contrapartida, destacou, certeiro, o tema da agricultura que o candidato presidencial tem vindo a salientar.

"Num discurso de Ano Novo em 2009, o Presidente disse 18 pequenas palavras que mudaram muita coisa, os agricultores portugueses sentem-se penalizados face aos outros por não beneficiarem de fundos europeus. A partir daí, tudo mudou", afirmou Paulo Portas, para cujo partido a agricultura é uma bandeira.

O líder do CDS, deputado eleito por Aveiro, realçou também que as atuais eleições "implicam um risco e um dever". Portas referia-se ao facto de existirem "cinco candidatos contra um", o que "implica um esforço maior e uma mobilização maior - é assim política e matematicamente", reafirmou.

Entre os sociais-democratas destaque para a presença de Marques Mendes, Nogueira Leite e Miguel Relvas, secretário-geral do PSD. Do lado do CDS, Hélder Amaral e Avelino Ferreira Torres também estiveram na sala.

Um dia de chuva em campanha é um dia perdido. Sobretudo se o candidato quer e tem previstas "ações de rua".

Hoje à tarde, em Aveiro, os "jovens SOS" que lutam pelos subsídios ao ensino privado ficaram plantados no passeio da Avenida central de Aveiro e os poucos que se juntaram para receber Cavaco Silva desmobilizaram rapidamente. A chuva copiosa que caiu toda a tarde acabou com tudo. A organização foi obrigada a cancelar a arruada prevista.

Para reunir os apoiantes, só mesmo o jantar-comício, no Centro de Exposições de Aveiro, onde esteve pela primeira vez presente na campanha o líder do CDS, Paulo Portas.

Com 3100 jantares vendidos, a 10 euros cada, a organização PSD estava contente - foi um dos maiores comícios de Cavaco Silva durante esta campanha. Pelas contas dos homens do CDS, eles próprios tinham vendido quase 900.