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Presidenciais 2011

Alegre acredita que "a onda está a crescer"

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Cristina Figueiredo (www.expresso.pt)

Ao almoço, na praia da Angeira, em Matosinhos, depois do habitual acolhimento caloroso que estas ruas sempre prestam aos candidatos socialistas, Manuel Alegre confessou: "A vossa força dá-me força". E garantiu estar a lutar pela segunda volta.

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"Quiseram fazer crer que isto era um passeio. Mas não há coroações em democracia, não há vencedores antecipados, Cavaco Silva não está eleito", disse, em tom crescente, para gáudio do restaurante completamente cheio.

E, repetindo uma expressão que tem usado amiúde nos últimos dias, proclamou: "Se vencer Cavaco Silva é uma utopia, nós vamos realizar essa utopia".

A escolha  é "entre a democracia e o autoritarismo"

Num discurso que tem vindo progressivamente a afinar, Alegre voltou a sublinhar que a escolha que se põe aos eleitores no próximo dia 23 é muito simples: "O que está em jogo é uma democracia com direitos sociais e uma democracia sem direitos e sem serviços públicos. E essa será outra democracia".

O candidato lembrou que "este é o Presidente das cargas policiais" e, numa rara referência ao facto de ser apoiado pelo partido do Governo, disse: "Pode gostar-se ou não deste Governo, tem havido grandes manifestações, mas nunca ninguém reprimiu ninguém". Debaixo de forte aplauso, Alegre rematou: "Essa é a diferença entre a esquerda e a direita, a democracia e o autoritarismo".

Já na véspera, em Coimbra - num dos mais, se não o mais, vivos comícios desta campanha até aqui morna -, Manuel Alegre associou a opção por si ou por Cavaco como "uma luta ideológica" entre os valores do neoliberalismo (encarnados pelo atual Presidente) e os da democracia com direitos sociais, alertando: "As direitas da Europa estão a reinventar a luta de classes. Querem o poder todo".