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PSD convida CDS-PP para reunião

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Comissão Política Nacional do PSD convidou o CDS-PP para uma reunião para renovar a confiança na coligação do Governo.

A Comissão Política Nacional do PSD decidiu hoje convidar o CDS-PP para uma reunião conjunta das direções partidárias, a realizar-se o mais brevemente possível, para "obter a indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação".

"A Comissão Política Nacional do PSD deliberou convidar o CDS para uma reunião conjunta das direções partidárias, a ter ligar com a maior brevidade possível, com o intuito de obter a indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação celebrado em 16 de junho de 2011, assim como às decisões e estratégia do Governo em matéria de consolidação orçamental e ajustamento estrutural, visando uma trajetória de crescimento sustentável", referem os social-democratas num comunicado distribuído à comunicação social.

No mesmo comunicado, a Comissão Política Nacional do PSD defende que "é fundamental clarificar a relação entre os partidos da coligação", que considera ter sido "afetada" pelas decisões dos órgãos internos do CDS-PP, "de modo a assegurar a estabilidade política".

Antes, a direção nacional social-democrata refere que "o Conselho Nacional do CDS-PP e o presidente do CDS-PP proferiram declarações e decisões de divergência face a medidas deliberadas pelo Governo, inseridas no acordo alcançado pelo Governo no âmbito do quinto exame regular com a 'troika' e transmitidas ao Eurogrupo".

O PSD alude, assim, à divergência assumida pelos centristas, no domingo, em relação às alterações à Taxa Social Única (TSU), anunciadas quando a missão de avaliação da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) estava em Lisboa.

A Comissão Política Nacional do PSD, que se encontra reunida desde as 21:00 de quarta-feira, assinala a importância de "evitar a deterioração da relação entre os partidos e proteger o país de qualquer crise política", acrescentando: "Portugal precisa, para vencer a crise, de ter uma coligação forte e comprometida com a governação e precisa também de um Governo

coeso e empenhado".