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Mais austeridade

Gaspar não esclarece anúncio de Barroso sobre aprovação de Bruxelas

A Comissão Europeia já aprovou as medidas alternativas à TSU apresentadas pelo Governo português, anunciou Durão Barroso, sem especificar o que consta do memorando de entendimento acordado no final da semana passada. O Ministério das Finanças "não tem nada a comunicar".

O Ministério das Finanças "não tem nada a comunicar" a propósito de Bruxelas já ter aprovado as medidas alternativas que o Governo português apresentou para compensar o recuo na subida da Taxa Social Única (TSU).

A posição foi transmitida ao Expresso pelo gabinete do ministro Vítor Gaspar.

"Nós, Comissão [Europeia], já demos a nossa aprovação a medidas alterantivas que foram apresentadas pelo Governo", anunciou hoje Durão Barroso, em Lisboa, à margem da cerimónia de atribuição do Prémio de Inovação Europa Social em memória de Diogo Vasconcelos, ex-presidente do PSD e diretor da Cisco Systems em Londres.

O presidente da Comissão Europeia disse estar "absolutamente esperançado que, os governos da zona euro vão seguir a recomendação da Comissão, que é a de libertar a tranche de financiamento para Portugal já no próximo dia 8 de outubro como estava previsto, ou seja, não vai haver qualquer atraso por causa daquilo que foi em Portugal a alteração de uma das medidas apresentadas pelo Governo".

Durão Barroso espera "luz verde" dos parceiros europeus uma vez que o programa apresentado por Portugal é "essencial" para que o país "possa continuar a dispor do financiamento que garante o funcionamento do Estado português".

Barroso passa a bola

Para o dirigente é fundamental para os portugueses "um certo consenso à volta de um programa que deve ser respeitado". Durão rejeitou especificar em concreto as medidas pois é ao Executivo de Passos Coelho que compete a sua divulgação.

"O Governo estará talvez à espera da aprovação pelos seus parceiros das medidas que podem garantir os objetivos da consolidação orçamental", argumentou Barroso, frisando que do lado da Comissão "estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para garantir que estas reformas se façam da formas mais harmoniosa possível", noticia a Lusa.

Já depois da revelação de Durão Barroso, Simon O'Connor - o porta-voz do comissário dos Assuntos Económicos e Monetários Olli Rehn -, precisou à Lusa que "o memorando de entendimento que incorpora as novas medidas foi acordado no final da semana passada com a Comissão e as outras instituições da troika". Falta agora a aprovação formal.