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Lusófona

O caso da brevíssima licenciatura de Relvas

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Um ano foi o tempo que levou ao ministro Miguel Relvas a fazer a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais. Clique para visitar o dossiê Lusófona

Alexandre Costa (www.expresso.pt)

Uma licenciatura de três anos realizada em apenas um. O caso da licenciatura de Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona é hoje notícia em vários jornais, entre os quais o "í" ao qual o ministro explicou que a conclusão foi "encurtada por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico da referida universidade em virtude da análise curricular a que precedeu previamente".

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Relvas entrou para o curso da Lusófona em outubro de 2006, já depois de ter sido secretário de Estado da Administração Local no Governo de Durão Barroso, e obteve o diploma em dezembro de 2007.

"Tirei o curso de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, depois de ter frequentado, na década de 80, os cursos de Direito e História", declarou o atual governante ao "i".

Apenas uma cadeira e com 10 valores 

O "Público" refere, contudo, que apesar de Relvas ter anteriormente frequentado os referidos cursos, apenas tinha concluído uma cadeira, com a classificação de 10 valores.

Segundo o "i", Felciano Barreiras Duarte, atual secretário de Estado de Relvas, era professor do curso de Relvas na Lusófona.

A questão da licenciatura de Relvas foi levantada a 7 de junho pelo jornal "Crime" com um artigo que tinha como título "Miguel Relvas não revela percurso académico". Entretanto o jornal publicou outras notícias sobre o assunto que ganhou destaque nas redes sociais.

O governante acabou por falar sobre o assunto na edição de hoje do "i": "Tendo iniciado a minha atividade política e profissional ainda muito jovem, num altura em que a política mobilizava milhares de cidadãos na primeira década após o restabelecimento da democracia em Portugal, esta intensa participação cívica em que me empenhei tornou-se, à época, incompatível com as obrigações académicas".