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Dezenas de pessoas pedem a demissão de Relvas

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Segunda manifestação pela demissão do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, reuniu esta noite cerca de cem pessoas em Lisboa. Clique para visitar o dossiê Lusófona

Cerca de cem pessoas estavam hoje reunidas por volta das 20h em frente ao parlamento na segunda manifestação feita em Lisboa numa semana para pedir a demissão do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

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Nesta segunda concentração, convocada também através da rede social Facebook e proposta pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes, vários manifestantes voltaram a empunhar cartazes pedindo "ética, respeito e retidão" aos "representantes eleitos da Nação".

Nas grades colocadas pela polícia junto à escadaria da Assembleia da República, os manifestantes deixaram também vários livros para serem entregues aos deputados e foi lida uma mensagem do jornalista Pedro Rosa Mendes, um dos cronistas do programa "Este Tempo", da Antena 1, cujo fim gerou polémica também com o ministro Miguel Relvas. Na mensagem, o jornalista, ausente no estrangeiro, criticou o processo de licenciatura de Relvas e considerou que "nem tudo o que é legal é moral", exigindo a sua demissão.

O organizador da manifestação, Miguel Gonçalves Mendes, disse ainda que vai entregar uma petição em setembro no parlamento e que esta já conta com mais de 4700 assinaturas.

Em declarações à agência Lusa, Gonçalves Mendes afirmou que a iniciativa vai para além do caso da licenciatura do ministro e que o que está em causa é "pedir que este padrão de comportamento não se mantenha nos políticos portugueses". "Não queremos que haja um 'Relvas 2', um 'Relvas 3' ou um 'Relvas 4' e que estes casos se repitam. Queremos acabar com esta bolha de autismo em que vivem os nossos representantes e com esta crise de valores que é transversal e vai da esquerda à direita", disse.

Os manifestantes, reunidos em frente ao parlamento desde as 19h, ponderaram ainda deslocar-se até ao edifício novo da Assembleia da República, onde decorre o jantar de fim de sessão legislativa do grupo parlamentar do PSD com a presença de  Pedro Passos Coelho, mas optaram por não o fazer para evitar "confusões" maiores.