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Homicídio de Carlos Castro

Renato Seabra sentia-se preso na "luxúria" em Nova Iorque

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Nos últimos telefonemas com a mãe, Renato Seabra disse que queria "voltar para casa" e que "ninguém o compraria com ambientes de luxúria". A família garante que a relação do modelo com Carlos Castro era apenas profissional. (Vídeo SIC no fim do texto)

"Sinto-me numa prisão, estou farto, quero voltar para casa". Estas terão sido as palavras de Renato Seabra no último contacto telefónico com a mãe antes de Carlos Castro ter aparecido morto em Nova Iorque. De acordo com as declarações da irmã do modelo à SIC, o jovem "disse que estava farto porque o queriam comprar com luxúria".

Em entrevista à SIC, a irmã, cunhado e amigos do modelo de 21 anos afirmaram que Renato tinha apenas uma relação profissional com Carlos Castro. O colunista de 65 anos, que morreu assassinado na sexta-feira, terá sido quem contactou o jovem através do Facebook em meados de outubro, prometendo ajudá-lo na indústria da moda.

"O meu irmão é uma pessoa boa e calma, tenho a certeza que não fez nada. Se aconteceu alguma coisa é porque há uma história grave por trás. Ele foi a Nova Iorque com o senhor Carlos Castro porque ele estava a ajudá-lo no mundo da moda, apresentava-o a agências", disse Joana Seabra, irmã do modelo. Garantido que a relação era puramente profissional e que era este o motivo por trás da viagem aos EUA, Joana Seabra disse que nos últimos telefonemas o irmão dizia estar a "estranhar a comida" e que "dormia mal". Ainda nesses contactos, afirmou à mãe que "não gostava do estilo de vida levado por lá".

Autópsia revela homicídio

O gabinete de medicina legal de Nova Iorque anunciou hoje que a morte do colunista social português Carlos Castro foi causada por agressões violentas na cabeça e estrangulamento.  

Ellen Borakove, porta-voz da instituição, disse à agência Lusa que o relatório do médico legista aponta "lesões causadas por impacto violento" e "compressão no pescoço" como causas da morte de Castro, na sexta-feira, num hotel de luxo em Nova Iorque. 

Segundo a mesma fonte, todas as outras informações relativas à morte de Castro, nomeadamente a hora a que morreu e se o corpo apresentava sinais de mutilação, serão prestadas apenas à Polícia. 

A Polícia mantém sob custódia o jovem português Renato Seabra, suspeito do homicídio, em avaliação psiquiátrica num hospital da cidade.