Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

Face Oculta

Nuno Vasconcelos garante que nunca falou com Governo sobre media

  • 333

O presidente da Ongoing garantiu hoje que nunca conversou com o Governo sobre temas de comunicação social sublinhando ser o único grupo de media em Portugal que não tem conta na Caixa Geral de Depósitos.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ FACE OCULTA

"Nunca tive nenhuma conversa com o Governo [sobre comunicação social], tive algumas conversas com o ministro da tutela sobre telecomunicações, mas nunca sobre media", afirmou Nuno Vasconcelos, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura sobre exercício da liberdade de expressão e um alegado plano do Governo para controlar a comunicação social.

"Qualquer coisa que eu diga, os senhores deputados podem acreditar ou não mas nós não dependemos de ninguém", disse, acrescentando que a Ongoing "é dos poucos grupos em Portugal - e o únido de media - que não tem conta aberta da CGD".

"Não recebemos nenhum financiamento do Estado, nem um cêntimo", frisou, adiantando que o grupo "passou por muitas dificuldades, por guerras, pelo 11 de março - em que o grupo esteve para ser nacionalizado - mas [que] tudo isso permitiu saber o que é eticamente correto".

"Sabemos muito bem onde está o correto e o incorreto e para nós essa linha não é cinzenta, é preta. E sabemos muito bem onde estar. Estamos do lado do bem", afirmou.

Nuno Vasconcelos escusou-se a comentar as declarações de Pinto Balsemão sobre a proposta da Ongoing para aumentar o seu capital na Impresa, explicando ter "um enorme respeito pelo príncipe da comunicação social [Francisco Pinto Balsemão]", porque "o conheço desde que nasci e qualquer coisa que diga não ficaria bem".

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.