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Entrevista à RTP primeiro-ministro

Notícias Lusa: Reacções à entrevista de José Sócrates

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22/04/2009

 

 

11h12 - Medidas anunciadas são positivas mas insuficientes - UGT

O secretário-geral da UGT, João Proença, considerou hoje que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, José Sócrates, de alargamento do subsídio social de desemprego a mais 15 mil pessoas são positivas, mas insuficientes. 

"São positivas, mas insuficientes. É um custo para a Segurança Social mas um custo justificado porque o que está em causa é proteger as famílias que são confrontadas com a crise", disse à agência Lusa João Proença. 

O primeiro-ministro garantiu terça-feira, em entrevista à RTP, que o plano anti-crise do Governo, apresentado há três meses, já está a "produzir resultado" e anunciou o alargamento do subsídio social de desemprego a mais de 15 mil pessoas, além das 50 mil que já beneficiam deste complemento social.

José Sócrates explicou que o Governo vai aumentar o limiar a partir do qual se pode aceder ao subsídio social de desemprego dos actuais 330 euros para 450 euros. 

O secretário-geral da UGT salientou ainda que a dimensão da crise que se vive em Portugal é muito grande, defendendo a continuação da análise sobre a situação tendo em vista o reforço das medidas. 

Questionado sobre a garantia do primeiro-ministro quanto aos resultados do plano "anti-crise" apresentado há três meses, João Proença disse que os resultados ainda "são fracos e por isso o desemprego aumentou de forma significativa".



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10h06 - Alargamento do subsídio de desemprego é medida positiva mas pontual - CGTP

O secretário-geral da CGTP classificou hoje o anúncio do primeiro-ministro sobre o alargamento do subsídio social de desemprego como "positivo, mas pontual", e considerou que a dimensão da crise é maior do que afirma José Sócrates. 

Num comentário à entrevista do primeiro-ministro, José Sócrates, à RTP, Carvalho da Silva salientou à agência Lusa que a medida anunciada corresponde a uma reivindicação antiga que a CGTP tem vindo a fazer com persistência, mas à qual o Governo tem feito "ouvidos moucos". 

"O Governo tem feito ouvidos moucos. É uma medida positiva mas é uma questão muito pontual", referiu o secretário-geral da CGTP. O primeiro-ministro garantiu terça-feira que o plano anti-crise do Governo, apresentado há três meses, já está a "produzir resultado" e anunciou o alargamento do subsídio social de desemprego a mais de 15 mil pessoas, juntando-se aos 50 mil que já beneficiam deste complemento social.    

José Sócrates explicou que o Governo vai aumentar o limiar a partir do qual se pode aceder ao subsídio social de desemprego dos actuais 330 euros para 450 euros. 

O secretário-geral da CGTP disse à Lusa que o primeiro-ministro "persiste em considerar a dimensão da crise apenas do ponto de vista internacional" quando, na sua opinião, "a crise é tripla". 

"A crise é internacional mas há uma crise estrutural acumulada ao longo dos tempos já antes deste Governo, mas que este Governo aprofundou e que levou à fragilização do sector produtivo, e o espaço de manobra, ao contrário do que diz o primeiro-ministro, é muito pouco", explicou. 

Na opinião de Carvalho da Silva, o país tem hoje "menos armas" do ponto de vista da capacidade económica para responder aos problemas e uma sociedade mais empobrecida. 

"Nos últimos anos, em nome das reformas sociais o que aconteceu foi com que houvesse uma redução dos salários reais, das pensões de reformas e para muitos reformados alterações dos mecanismos do cálculo de reforma, o que leva a um contexto económico como o que estamos a viver, a uma perda real dos valores das pensões de reforma". 

"Por isso, o país não está nas melhores condições de resposta como diz o primeiro-ministro", referiu. 

Carvalho da Silva referiu também que "se há coisa que marque o país pela negativa é a falta de perspectivas para a juventude, a quem é entregue hoje apenas direito ao desemprego, à precariedade de emprego e salários muito baixos". 

Sobre o combate à crise, o secretário-geral da CGTP considerou ainda ter sido "atirado dinheiro para cima dos problemas" e alertou que "se não houver rigor na execução, o que pode produzir é mais desemprego e mais frustrações para as pessoas". 

 

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 22/04/2009

 

00h34 - BE acusa Sócrates de falta de reconhecimento de responsabilidades na crise e diz que medidas estão a falhar 

O Bloco de Esquerda acusou na terça-feira à noite o primeiro-ministro, José Sócrates, de "não reconhecer responsabilidades" na crise económica de Portugal e advogou que as medidas do Governo de combate à recessão "não estão a resultar". 

Os bloquistas reagiam à agência Lusa, no Parlamento, através do deputado João Semedo, às declarações de José Sócrates em entrevista à RTP1. 

"Não reconhece responsabilidades na grave situação em que o País está. As medidas anti-crise não estão a resultar", defendeu João Semedo. 

O Bloco de Esquerda considerou "uma pequeníssima gota de água" o alargamento da atribuição do subsídio social de desemprego e que o socialista José Sócrates ignorou "novas propostas, medidas" contra o desemprego e o encerramento de empresas e de apoio aos pensionistas. 

Sobre as insinuações de haver motivações políticas no caso "Freeport", João Semedo respondeu que "há responsabilidades políticas na governação em fim de mandato", que aprovou o licenciamento do empreendimento comercial de Alcochete. 

"Reclamamos que os governos devem-se abster" de tomar tais decisões, sublinhou João Semedo, apelando ao "esclarecimento rápido e completo" do processo. 

Confrontado com o reparo do primeiro-ministro ao Presidente da República, do qual disse esperar que não se deixe instrumentalizar pelos partidos da oposição, o deputado frisou que "o Governo não pode cair na tentação de procurar condicionar os movimentos políticos e as decisões dos órgãos de soberania".

 

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00h06 - PCP critica "estratégia de vitimização" e incapacidade para solucionar crise

O PCP criticou terça-feira a "estratégia de vitimização" do primeiro-ministro, José Sócrates, que se revela "incapaz" de ultrapassar a "grave crise" que Portugal atravessa.



Os comunistas reagiam à agência Lusa no Parlamento, através do deputado António Filipe, às declarações de José Sócrates em entrevista à RTP1.



Para António Filipe, a entrevista "não trouxe novidades", tendo nela o chefe do Governo demonstrado a sua "estratégia de vitimização".



"Usa o caso 'Freeport' para se vitimizar, o que é inconcebível", advogou, acrescentando que "compete às autoridades judiciais" resolverem o processo.



No entender do PCP, a política socialista de José Sócrates tem-se revelado "incapaz de superar a grave crise" em Portugal.



"Não vimos nenhuma solução que possa conduzir o País para uma situação melhor", sustentou António Filipe, considerando um "paliativo" o alargamento da atribuição do subsídio social de desemprego.



Os comunistas defendem uma "política activa" de apoio às pequenas e médias empresas e de combate ao desemprego e à precariedade do trabalho.



"As questões da Educação e Saúde não foram minimamente abordadas", salientou o deputado.



O parlamentar considerou uma "falsidade absoluta" as acusações de José Sócrates de que os partidos da oposição não apresentam alternativas para ultrapassar a crise, invocando que a maioria socialista tem rejeitado as propostas comunistas.



Confrontado com o reparo de José Sócrates sobre o Presidente da República, do qual disse esperar que Cavaco Silva não se deixe instrumentalizar pela oposição, António Filipe respondeu: "O primeiro-ministro não é intérprete oficial do Presidente da República".

 

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21/04/2009

 

23h33 - CDS-PP diz que Sócrates está "profundamente esgotado" quanto a soluções para a crise

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, acusou hoje o primeiro-ministro de estar "profundamente esgotado" quanto a soluções para a crise económica, ao manter a sua "obsessão" pelos investimentos em "grandes obras" esquecendo a segurança dos cidadãos.

Paulo Portas reagia aos jornalistas, no Parlamento, às declarações de José Sócrates, em entrevista à RTP1.

Fazendo o balanço geral da entrevista, o líder dos democratas-cristãos defendeu que o primeiro-ministro se revelou "profundamente esgotado do ponto de vista de soluções", nomeadamente quanto aos prazos para superar a "situação económica difícil".

"Não sai da obsessão do investimento... das grandes obras", criticou.

Paulo Portas advogou que José Sócrates foi "lamentavelmente omisso" nas medidas de apoio às micro, pequenas e médias empresas.

"Não é o Estado que vai criar magicamente empregos", sustentou, salientando a "indiferença" do chefe do Governo relativamente ao desemprego dos jovens.

O anunciado alargamento do subsídio social de desemprego a mais 15 mil pessoas, totalizando 65 mil, foi encarado por Paulo Portas como um "pequeno passo".

O líder do CDS-PP apontou na entrevista do primeiro-ministro "duas ausências": a segurança e a criminalidade.

"Sobre a segurança nem uma linha nem um segundo", referiu Paulo Portas, enumerando uma outra "prioridade" para o partido que, a seu ver, foi esquecida: o "investimento produtivo em recursos naturais", nomeadamente na agricultura.

Questionado acerca dos "recados" lançados por José Sócrates ao Presidente da República, Paulo Portas frisou que os "órgãos de soberania são pessoas incondicionadas".

Sobre as insinuações de que o caso "Freeport" tem motivações políticas, o líder dos democratas-cristãos respondeu tratar-se de uma "confusão".



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23h19 - PSD acusa Sócrates de politizar caso Freeport

O vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar Branco acusou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, de ter procurado politizar o caso Freeport e de ensaiar uma vitimização a esse propósito durante a entrevista à RTP1.

Num comentário à entrevista do primeiro-ministro, José Pedro Aguiar Branco considerou que "o primeiro-ministro politizou a questão logo no início, na resposta a estas matérias e, para além disso, tratou na televisão aquilo que deve ser dado aos tribunais tratar".

"Seguramente com isso não contribuiu para o clima de serenidade com que esta questão deve ser trabalhada", declarou o dirigente social-democrata aos jornalistas, à margem do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa.

De acordo com Aguiar Branco, durante a entrevista José Sócrates mostrou que "mantém os mesmos níveis de ilusão, o nível também de arrogância e ensaia agora uma falsa vitimização".

"Quanto à falsa vitimização, nós registamos que o senhor primeiro-ministro não deixou de resistir a politizar este caso e a discutir na televisão aquilo que compete aos tribunais, o que seguramente não é uma maneira de contribuir para a serenidade com que a questão deve ser tratada", acrescentou.

Segundo Aguiar Branco, o primeiro-ministro mostrou que "mantém os níveis de ilusão" ao insistir na "construção de obras faraónicas, de grandes investimentos, esquecendo que isso entra em conflito com as dificuldades sentidas pelos portugueses" e que manifestou "arrogância" ao "focar a questão da causa da crise como sendo a crise internacional".

"Esqueceu que todos os indicadores, incluindo os recentemente apresentados pelo Banco de Portugal, apontam que essa mesma crise tem raízes muito fortes em erradas políticas seguidas por este Governo", alegou Aguiar Branco.

O vice-presidente do PSD disse ainda "durante uma hora não se ouviu uma única ideia mobilizadora ou que crie uma nova esperança para os portugueses" por parte de José Sócrates.