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Entrevista à RTP primeiro-ministro

José Eduardo Moniz também avança com queixa contra Sócrates

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O director-geral da TVI vai processar José Sócrates pelas declarações que fez, em entrevista transmitida ontem na RTP, de que o telejornal das sextas-feiras da estação de Queluz é informação "travestida" e "um espaço de ataque pessoal".

O director-geral da TVI vai processar o primeiro-ministro José Sócrates por este ter dito em entrevista à RTP que o telejornal das sextas-feiras da TVI é informação "travestida" e "um espaço de ataque pessoal".

Em directo no "Jornal Nacional" das 20h00, José Eduardo Moniz disse ter ouvido com "surpresa" e "estupefacção" as declarações que o primeiro-ministro fez, em entrevista transmitida terça-feira pela RTP 1, sobre o jornalismo da estação de Queluz de Baixo.

Condenando as afirmações de José Sócrates, "não pela atitude crítica face à informação da TVI" mas antes "pelo tom impróprio" a um primeiro-ministro, o director-geral disse considerar que as declarações "traduzem o desconforto pelo jornalismo que os jornalistas da casa têm feito em relação ao caso Freeport".

Para Moniz, Sócrates teve na entrevista à RTP uma oportunidade de explicar ao país as muitas dúvidas em torno do caso Freeport mas "ou não conseguiu ou não pode ou não quis" fazê-lo.

"Eu não sou cobarde e não me escondo atrás de uma moita para fazer uma emboscada ao homem", disse José Eduardo Moniz, acrescentando sentir que a sua "honra e dignidade pessoais" foram atingidas enquanto responsável último da informação transmitida pela estação.

Por isso, avançou, decidiu "avançar com uma queixa judicial contra José Sócrates" e admite que "outros jornalistas da TVI" façam o mesmo.

A TVI "deu factos, não inventou imagens nem sons" e "ninguém desmentiu até agora qualquer informação transmitida" pela estação, reforçou Eduardo Moniz.

O director-geral adiantou ainda não querer alimentar polémicas, lamentando o que considera parecer um ataque à liberdade de informação, "a poucos dias do aniversário do 25 de Abril".

Já hoje, a subdirectora de informação Manuela Moura Guedes, que apresenta habitualmente o "Jornal Nacional" das sextas-feiras, tinha anunciado a decisão de processar o primeiro-ministro.