Siga-nos

Perfil

Expresso

Dia D de Sócrates

PSD acusa PS de insistir no "pugilismo verbal"

O secretário-geral do PSD disse que o PS "insiste numa atitude de pugilismo verbal", depois de José Sócrates ter acusado o partido de uma "cambalhota política" em matéria de impostos.Clique para visitar o dossiê Dia D de Sócrates

O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, afirmou hoje que o PS "insiste numa atitude de pugilismo verbal", declarando que os sociais-democratas apresentarão "no momento adequado" um "projeto de esperança" para Portugal.

"A verdade é que nunca tivemos um défice tão elevado, um aumento trágico do desemprego, uma dívida sem paralelo na nossa história, e uma crise social muito acentuada", disse o responsável do PSD numa declaração feita na sede do partido, na Lapa, Lisboa.

Clique para aceder ao índice do dossiê Dia D de Sócrates   Miguel Relvas falava aos jornalistas depois do secretário-geral do PS e primeiro-ministro demissionário José Sócrates ter acusado o PSD de uma "cambalhota política" em matéria de impostos.

Projeto de "esperança"

Quatro orçamentos, quatro PEC, quatro aumentos de impostos. Esta é a realidade. Esta é a proposta que o PS terá para apresentar a Portugal. O PSD, no momento adequado, apresentará uma proposta e um projeto de esperança. É essa a nossa atitude, tem sido esse o nosso comportamento de responsabilidade", declarou Miguel Relvas. 

"Está na altura de criar condições para que Portugal possa abraçar com convicção, esperança e ambição um novo projeto", declarou o dirigente social-democrata, sustentando que o caminho do PSD para o país é "diferente" do apontado pelo executivo liderado por José Sócrates.

"É um caminho de cortar no Estado, de rentabilizar os institutos públicos, de pôr o Estado mais eficiente. Não é o caminho de congelar pensões de 200 euros, de baixar reformas", reiterou.

Controlo da despesa pública

A posição do PSD é "muito clara": todo o caminho deve basear-se "no controlo da despesa pública" com vista a criar condições "para que o Estado, sendo mais magro, possa ser mais eficiente", disse. "Queremos menos Estado para ter melhor Estado", sublinhou Miguel Relvas. Sobre a eventualidade do aumento de impostos, nomeadamente o IVA, o social-democrata frisou que "nas circunstâncias em que Portugal está, ninguém na sua consciência plena poderá dizer que nunca tomará medidas num determinado sentido", embora reforçando a ideia de que o peso do Estado deve ser reduzido numa "governação de exigência". O secretário-geral do PSD adiantou ainda que o projeto de programa eleitoral do partido está a ser concluído e num "muito curto espaço de tempo" será apresentado por Eduardo Catroga.