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Expresso

Crise no Egito

Fortuna de Mubarak avaliada em 70 mil milhões de dólares

Presidente egípcio demissionário tem contas em bancos ingleses e suíços, além de propriedades no Reino Unido e nos EUA. Clique para visitar o dossiê Crise no Egito

Estima-se que a família de Hosni Mubarak poderá ter amealhado uma fortuna avaliada em 70 mil milhões de dólares (cerca de €51 mil milhões), de acordo com uma notícia avançada pelo jornal inglês "The Guardian".

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Este valor resulta de uma análise feita por especialistas em Médio Oriente, que aponta para bancos ingleses e suíços como os escolhidos por Mubarak para guardarem os milhões que acumulou nos trinta anos como presidente do Egito e, muitos outros, como militar de alta patente. Parte da riqueza também está sob a forma de investimentos imobiliários em Londres, Nova Iorque, Los Angeles, bem como na costa do Mar Vermelho.

O "The Guardian" acrescenta que nos anos em que esteve no poder, Mubarak terá tido acesso privilegiado a investimentos geradores de centenas milhões de dólares de lucros.

Os seus filhos, Gamal e Alaa, também são bilionários e a ostentação de gamal chegou a ser alvo de um protesto montado frente à sua mansão em Londres.

Segundo Amaney Jamal, uma professora de ciência política na Universidade de Princeton, a estimativa entre 40 a 70 mil milhões de dólares é comparável à vasta riqueza acumulada por outros líderes de países do Golfo.

Jamal foca a elevada corrupção existente no regime liderado por Mubarak, em que era comum utilizar recursos públicos em benefício próprio.

Além disso, em muitos países do Golfo é usual, explica Christopher Davidson, professor de políticas do Médio Oriente na Universidade de Durham, que os investidores estrangeiros sejam obrigados a fazer sociedade com parceiros locais.

No Egito a participação de que tem que se abdicar é de cerca de 20%, o que dá aos políticos e aos seus aliados no sector militar uma fonte de grandes lucros, sem qualquer investimento inicial e muito pouco risco.

Entretanto, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Al Jazeera, citado pela agência financeira Bloomberg, disse hoje que o Governo suíço vai congelar os bens que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, possa ter no país.