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Cimeira da NATO

Sócrates garante que Portugal vai ter um dos três futuros comandos da NATO

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Se se mantiverem os atuais planos, disse José Sócrates, "Oeiras será o comando naval, que sairá do Reino Unido". Clique para visitar o dossiê Cimeira da NATO e para saber as ALTERAÇÕES DE TRÂNSITO EM LISBOA

Luísa Meireles, na cimeira da NATO (www.expresso.pt)

O primeiro-ministro garantiu hoje que Portugal vai ter o comando marítimo na nova estrutura militar que a NATO adotará no próximo ano. Se se mantiverem os atuais planos, disse José Sócrates, "Oeiras será o comando naval, que sairá do Reino Unido".

"Isto não significa baixar de nível (quanto à atual estrutura de comandos da NATO), ao contrário, é subir de nível. Se a estrutura é reduzida para apenas três comandos, e Portugal detém um deles, isto é subir e não descer", reiterou o primeiro-ministro.

A atual estrutura da NATO tem um comando estratégico (nível superior), situado em Mons (Bélgica), depois três comandos operacionais (Oeiras, Nápoles e Brunssum, na Holanda) e finalmente os comandos de componente, aéreo, naval e terrestre. Aparentemente, com a redução programada da estrutura de comandos da NATO para apenas três no total, Portugal consegue preservar o seu.

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"Há bons argumentos, não do lado do egoísmo nacional, mas da organização da NATO, para que o comando marítimo seja instalado em Portugal", disse Sócrates. "Se assim for, isso é muito significativo para o nosso país e sairá reforçada a presença da NATO em Portugal".

Elogio a Luís Amado

Questionado ainda sobre se pensava estar presente na próxima cimeira da NATO, em 2012, José Sócrates pronunciou-se afirmativamente, argumentando que "esta legislatura só termina em 2013". Recusou-se porém a referir-se em termos futuros ao ministro dos Negócios Estrangeiros, quando perguntado se Luís Amado o acompanharia nessa cimeira.  

"O ministro dos Negócios Estrangeiros tem feito um grande trabalho pela diplomacia. Esteve presente comigo quando fizemos a presidência portuguesa e aprovámos o Tratado de Lisboa. Esteve bem presente na eleição de Portugal para o Conselho de Segurança e também quando Portugal organizou uma cimeira da NATO. O ministro tem feito um bom trabalho".

Nas notícias sobre uma possível remodelação governamental, Luís Amado é referido como um dos ministros que poderá abandonar o Governo. Na entrevista ao Expresso na semana passada, o próprio ministro disse que punha o seu cargo à disposição para facilitar uma solução de coligação ou entendimento de Governo.

"Não vamos gastar mais"

Quanto ao facto de Portugal se ter comprometido com novas despesas ao decidir enviar mais militares para o Afeganistão e participar no futuro sistema de defesa anti-míssil, considerou que "investir na segurança é investir na liberdade, porque a segurança é a primeira das liberdades".

Recusou todavia que esse "investimento" equivalesse a maiores despesas, na medida em que o Governo se limita a transferir os recursos que ficaram disponíveis com a redução do empenhamento em outras forças, como no Kosovo. "Não aumentamos, gastamos o mesmo mas focamo-nos no Afeganistão", disse.

José Sócrates reiterou ainda que a cimeira da NATO foi "um sucesso histórico, para a NATO e para Portugal", ao permitir aprovar um novo conceito estratégico, traçar um caminho claro em relação ao futuro do conflito afegão e ainda "abrir uma nova era nas relações entre a NATO e a Rússia".