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Expresso

Desaparecimento de Madeleine McCann

Novo testemunho "não tem fundamento", diz Clarence Mitchell

A versão do taxista algarvio não convenceu os McCann. Às 20h10, hora a que António Cardoso garante ter transportado quatro adultos ingleses e uma menina, "Maddie estava no quarto a dormir".

Maria Barbosa

A notícia de que Maddie teria sido transportada pelo taxista António José Castela Cardoso, em Monte Gordo, na noite de 3 de Maio, não tem "qualquer fundamento", segundo conta ao Expresso o assessor dos Mccann, Clarence Mitchell. "É tudo uma questão de "timing". Esta semana, o algarvio, de 67 anos, revelou publicamente que, nessa noite, quatro adultos ingleses, acompanhados por uma criança com semelhanças físicas a Maddie, sentaram-se no seu táxi às 20h10. O facto é desmentido pelo próprio Clarence. "A essa hora, Maddie estava deitada no apartamento do Ocean Club e os seus pais, Kate e Gerry, preparavam-se para ir jantar". Às 20h30, são várias as testemunhas que colocam o casal, acompanhado por um grupo de sete amigos, no bar Tapas Nine, na Praia da Luz. "Só isso deveria ser suficiente para afastar essa pista. Julgo que a polícoa já o fez e tem motivos para isso", acrescenta Clarence. Recorde-se que na noite de 3 de Maio, pelas 22horas, a GNR foi informada do desaparecimento de uma criança inglesa e dirigiu-se para o Ocean Club.

Já a versão de António Cardoso é diferente. O taxista garante que transportou uma menina com uma "mancha escura na vista" e quatro adultos, três homens e uma senhora, sendo que um deles, sentado ao seu lado no táxi, "era muito parecido com Murat". Já a mulher "fazia lembrar a mãe da menina inglesa, e até trazia o cabelo loiro apanhado", contou o algarvio à comunicação social. Todos estes pormenores foram também revelados à Polícia Judiciária, que tomou a decisão de não o voltar a contactar.

No Reino Unido, Kate e Gerry McCann continuam à espera da chegada dos inspectores portugueses. "Fomos informados, pelos jornais, que dentro de 10 dias estariam em Leicester para proceder a novos interrogatórios. Mas formalmente, não fomos informados de nada", conclui Mitchell.