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Expresso

José Saramago (1922-2010)

Venda de livros de Saramago aumenta quase dez vezes

"Caim", "A Viagem do Elefante" e "Memorial do Convento" foram os títulos mais procurados.

As vendas dos livros de José Saramago aumentaram quase dez vezes nos dias seguintes à morte do escritor, ocorrida sexta feira, disseram hoje fontes de duas grandes cadeias de livrarias em Portugal.

Na cadeia FNAC, na sexta feira, no sábado e no domingo, o aumento da procura de livros do único prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa atingiu "846 por cento em relação aos três dias anteriores", disse à agência Lusa o diretor de marketing e comunicação da empresa, Viriato Filipe.

"Caim", "A Viagem do Elefante" e "Memorial do Convento" foram os títulos que registaram maior aumento de vendas, seguidos de outras obras, embora com aumentos de vendas menos significativos, acrescentou. 

Livrarias da Bertrand venderam 1.000 livros

Já nas livrarias da Bertrand Editora, o aumento de vendas de livros de Saramago registado este fim de semana foi dez vezes superior ao ocorrido no fim de semana anterior à morte do escritor, disse à Lusa a responsável de marketing da editora. 

Marta Serra acrescentou que no fim de semana após a morte do escritor, as livrarias da Bertrand venderam 1.000 livros de Saramago contra os 100 do fim de semana anterior. 

"Caim" (300 exemplares), "Memorial do Convento" (200 exemplares" e "A Viagem do Elefante" (150 exemplares) foram os títulos mais vendidos pela Bertrand após a morte do Nobel da Literatura. 

Zeferino Coelho, responsável pela Editorial Caminho, editora de Saramago, corroborou à Lusa o aumento da procura de obras do escritor nos dias seguintes ao seu falecimento.

Caminho confirma procura

Questionado sobre se a editora irá fazer reedições de obras do Nobel da Literatura, Zeferino Coelho disse que as obras de Saramago "se reimprimem constantemente". 

"In Nomine Dei" e "Ensaio sobre a Cegueira" são títulos que a Editorial Caminho vai reimprimir de imediato, não porque sejam obras com aumento de procura, mas porque são títulos dos quais a editora tinha menores reservas em armazém, acrescentou Zeferino Coelho. 

O responsável editorial da Caminho - editora do grupo LeYa - disse ainda que continuam a chegar à editora muitas mensagens de pesar pela morte de José Saramago. 

"Como as pessoas não sabem para quem mandar as mensagens, acabam por fazê-lo para a editora", sublinhou. 

José Saramago, 87 anos, morreu na sexta feira ao início da tarde na sua residência em Tías, na ilha de Lanzarote (Canárias), após doença prolongada.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico