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Expresso

Eleições nos EUA

Eleição de Obama faz disparar venda de armas

Desde que o democrata Barack Obama foi eleito Presidente, a venda de armas ultrapassou os números alcançados nos dias seguintes ao '11 de Setembro'.

Pedro Miguel Neves

Desde o dia histórico em que Barack Obama foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América, a 4 de Novembro, tem-se assistido no país a uma corrida às lojas de armas. As vendas dispararam e chegaram mesmo a ultrapassar os números registados logo após o ataque terrorista de 11 de Setembro.



As razões apontadas são as mais variadas. Entre os cidadãos que receiam que Obama volte a proibir as armas de fogo, os que temem perder o direito a possuir pistolas e os que se preparam para um conflito racial, ouve-se de tudo um pouco.



Independentemente dos motivos de cada um, os comerciantes de armas contam que nunca viram uma corrida às lojas de forma tão intensa. E a escalada nas vendas aconteceu em Estados ganhos tanto pelos republicanos como pelos democratas.



"As pessoas estão apavoradas de perder o direito à sua protecção", afirma DeWayne Irwin, proprietário de uma grande loja de armas no Texas, ao jornal 'Los Angeles Times'. "O volume é 10 vezes maior do que esperávamos. Começou com armas de fogo, mas neste momento as pessoas estão a comprar munições, carregadores de alta capacidade, Glocks... está tudo a 'voar' das prateleiras", acrescenta.



Mesmo o normal aumento de procura no mês de Novembro, devido ao início da época de caça, está a ser superado este ano. Os gerentes de uma loja localizada em Houston garantem ter vendido todo o 'stock' de armas de fogo no dia seguinte às eleições. Neste momento apenas aceitam encomendas, cujo prazo de entrega previsto é de um mês.



Mark Greene, caçador e membro do 'Gun Owners for Obama' (Proprietários de Armas por Obama), diz que os receios de uma proibição às armas não têm qualquer fundamento.



"As pessoas estão a ser muito reaccionárias. Há um pequeno contingente de pessoas, dentro e fora da comunidade que possui armas, preocupado que a eleição de Obama seja uma mudança revolucionária que possa trazer problemas. Acho que é histeria", explica Greene.



No site oficial da campanha de Barack Obama, o recém-eleito Presidente garante que respeita "os direitos constitucionais dos americanos para o porte de armas". O democrata promete "proteger os direitos dos caçadores e dos americanos cumpridores da lei para comprar, possuir, transportar e usar armas".



Contudo, a influente National Rifle Association avisou os seus membros, durante a campanha eleitoral, que Obama iria ser "o Presidente mais contra as armas na história americana".