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Caso Freeport

Freeport: Ferreira Leite diz que país está a ser "enxovalhado"

A líder do PSD considera que a manutenção de Lopes da Mota à frente do Eurojust é uma vergonha para o país.

A presidente do PSD disse hoje, em Rio Maior, que o país está a ser "enxovalhado" internacionalmente com a manutenção de Lopes da Mota no Eurojust e desafiou o Governo a demitir o presidente deste organismo europeu.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL CASO FREEPORT Manuela Ferreira Leite, que hoje assistiu ao último Foro Portugal de Verdade, dedicado ao tema "Agricultura: Oportunidade, Identidade, Coesão Nacional", disse aos jornalistas que a situação criada com a abertura do processo a Lopes da Mota, por alegadas pressões sobre magistrados no caso Freeport, é "verdadeiramente insustentável e insuportável" e não se pode manter. "Não é possível que haja uma pessoa como o dr. Lopes da Mota, que está acusado de situações absolutamente inaceitáveis e que não perceba que não pode, não tem nenhuma condição, para se manter na situação de representação de Portugal e que não saia, que não peça a demissão", disse.

Governo "não pode lavar as mãos"

Para a líder social-democrata, o Governo "não pode lavar as mãos desta situação" e se Lopes da Mota "não toma a decisão de se demitir, então o Governo, que o nomeou, tem que o demitir". "Não é admissível que o País esteja a ser enxovalhado desta forma no estrangeiro", afirmou, considerando que a imagem externa de Portugal está a ser "totalmente afectada", pois "todos olham para nós como se fossemos um país do terceiro mundo". No seu entender, não é possível que Lopes da Mota considere ter condições para se manter num lugar que é "sensível". "Não existem essas condições e o Governo é responsável pela manutenção da situação porque o nomeou", afirmou exortando os dois ministros que nomearam Lopes da Mota (os da Justiça e dos Negócios Estrangeiros) a fazerem um despacho que o retire desse lugar. Para Manuela Ferreira Leite, já nem se justifica chamar ao Parlamento Lopes da Mota ou o ministro da Justiça, Alberto Costa, por considerar que o problema "já não é de explicações". "Estamos a perder muito tempo. Cada 24 horas que passam são mais 24 horas de desprestígio para o País", afirmou.