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Uma morte, uma ressureição, um Super-Homem e um homem com dentes de aço

Lembra-se? Luisão, Hamilton, Rosberg, Eusébio, Ronaldo, a choradeira do Brasil e o ombro mordido de Chiellini

Agora que nos despedimos de 2014, é tempo de puxar o filme atrás e recuperar alguns dos momentos que marcaram o desporto cá dentro e lá fora.

Longa vida ao Rei. Vários dias nos últimos dois anos tinham-nos avisado que o dia chegaria: a 5 de janeiro de 2014, Eusébio da Silva Ferreira morreu, traído pelo mesmo coração e pelos mesmos pulmões que durante anos bombearam e oxigenaram o seu sangue, transportando-o para todos os ângulos daquele corpo potente que se curvava sobre a bola quando a chutava, com o joelho a centímetros da cara e a ponta da chuteira a apontar para o infinito. A morte do Pantera Negra deixou o Benfica de luto e o país preso a um velório e a um funeral dramático, chuvoso e enlameado, ao qual se juntou o povo para quem ele era o herói negro que dava a cor ao país a preto e branco dos anos 60 e 70. Eusébio foi o melhor do mundo de 1965. Eusébio foi o melhor marcador do Mundial de 1966. Eusébio é o melhor da história do Benfica. Eusébio é um dos melhores de sempre, cujo nome resiste ao tempo e aos superatletas: ainda hoje, o Pantera Negra é o 8.º goleador da Liga dos Campeões. É por isso que é imortal.  

 

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