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"Quem propõe o próximo presidente da Comissão é o Conselho, não o Parlamento Europeu"

Rompuy. Na hora da saída admite que a principal responsabilidade europeia na crise foi ter deixado apodrecer as coisas

Reuters

Presidente do Conselho Europeu fala ao Expresso Diário sobre a crise e a forma como a UE reagiu ao terramoto dos últimos anos. Sobre o sucessor de Barroso, admite que o escolhido não seja nenhum dos candidatos já assumidos.

Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas

Herman Van Rompuy passará à história como o primeiro presidente do Conselho Europeu, o órgão mais poderoso da União Europeia, onde têm assento os chefes de Estado e de governo dos agora 28 Estados-Membros. Nos últimos cinco anos viu cerca de 20 líderes europeus serem substituídos à volta da mesa, muitos deles "vítimas" da crise do euro. Agora que o euro está salvo uma das suas derradeiras responsabilidades será a condução do processo de escolha do próximo presidente da Comissão Europeia e da negociação para a repartição dos demais cargos institucionais europeus, entre os quais o seu. Não esconde o pouco entusiasmo que tem pela nova metodologia de "eleição direta" do presidente da Comissão e não exclui que o sucessor de Durão Barroso não seja nenhum dos candidatos conhecidos. Com 66 anos, o ex-primeiro-ministro belga garante que depois de 30 de Novembro se vai mesmo retirar da vida política ativa, tanto europeia, como nacional. Não tenciona escrever memórias, mas não quis deixar de publicar um registo com algumas reflexões sobre os desafios que se colocam à Europa e com as suas impressões dos principais acontecimentos dos últimos cinco anos, com a resposta à crise económica e financeira em lugar de destaque. "A Europa na Tempestade" foi publicado esta semana em Portugal.

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