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O imperador dos oprimidos (em 15 mil páginas)

HOMENAGEM Quatrocentos anos depois de António Vieira ter partido para o Brasil, a equipa de José Eduardo Franco publica a obra completa do jesuíta pregador

Em a "Mensagem", Fernando Pessoa chama a António Vieira "o imperador da língua portuguesa". Padre, diplomata, missionário e pregador régio, Vieira protegeu índios, judeus e cristão novos, defendeu o povo, conquistou a amizade de D. João IV, e a desconfiança da Inquisição. Deixou-nos uma obra de 30 volumes em 15 mil páginas cuja publicação termina hoje.

Poderá um ladrão salvar-se? Haverá ladrões bons que roubam para comer e restituem o que roubam, e ladrões maus que roubam para corromper? Padre António Vieira, pensador maior da cultura luso-brasileira, acreditava na existência destas duas categorias de usurpadores e teorizou sobre o tema, com a clarividência de um homem intemporal, no Sermão do Bom Ladrão, em 1655, cem anos antes de Lisboa ser destruída pelo terramoto: "Vejam agora, de caminho, os que roubaram na vida, e nem na vida, nem na morte restituíram, antes na morte testaram de muitos bens, e deixaram grossas heranças a seus sucessores; vejam onde irão, ou terão ido suas Almas, e se se podiam salvar". 

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