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O combate dos primos

Por um dia, a comissão de inquérito ao BES transformou-se numa espécie de ringue de boxe. Uma luta entre primos, entre banqueiros e entre duas versões da realidade. Eis as principais divergências. Tão fundas que concluímos que não houve um fim do BES - houve dois: o que é contado por Salgado e o que é relatado por Ricciardi.

Filipe Santos Costa com Isabel Vicente

Ao longo de quase 10 horas e três rounds de perguntas, Ricardo Salgado contou, esta terça-feira, a sua versão sobre a queda do BES. Sem mea culpa, de dedo apontado ao Banco de Portugal, ao Governo, ao contabilista, a Álvaro Sobrinho. Mal se levantou, sentou-se na mesma cadeira José Maria Ricciardi, o homem que desafiou o poder do antigo homem-forte do BES. E, também em três rounds, que duraram mais de seis horas, desmentiu praticamente tudo o que o primo tinha acabado de contar aos deputados. As duas versões não podiam ser mais distantes. A sala 6 das comissões parlamentares transformou-se numa espécie de ringue de boxe.    

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