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Dinheiro da venda da PT à Altice vai todo parar a mãos brasileiras

José Carlos Carvalho

Quarenta e oito horas de negociações serviram para confirmar que Altice era a favorita da Oi para a compra da PT Portugal. Mas o processo pode estar longe do fim. O consórcio Apax/Bain/Semapa ainda não desistiu e quer convencer os acionistas da PT SGPS que pode ter uma proposta alternativa à dos franceses. Poderá a OPA de Isabel dos Santos travar o processo de venda? Aparentemente não, já que a oferta só inibe atos de gestão, mas pode ajudar a arrastar, como tem acontecido. Quem ganha a venda da PT Portugal? A Oi, já que o dinheiro vai parar às suas mãos. Diretamente, os acionistas da PT SGPS não vão receber nada. Restas a OPA da empresária angolana.  

Anabela Campos, João Ramos e Elisabete Tavares

A pressa da Oi em vender a PT Portugal, empresa que a operadora brasileira controla desde maio, é tanta que menos de 48 horas depois das propostas vinculativas estarem em confronto já havia um candidato para negociações exclusivas. A francesa Altice foi a escolhida da Oi após intensas negociações que decorreram durante o fim de semana. Não foi uma surpresa, há três semanas que a imprensa brasileira a aponta como favorita dos acionistas brasileiros da Oi.  Uma oferta de 7,4 mil milhões de euros, mais 375 milhões de euros do que oferecia o consórcio liderados pelos fundos Apax e Bain,  a que se juntou recentemente a Semapa de Pedro Queiroz Pereira, foi aparentemente suficiente para convencer a Oi a avançar com um acordo de negociações exclusivas. O consórcio de fundos não conseguiu reagir por falta de margem de manobra para subir a oferta num tão curto espaço de tempo. Mas ainda não desistiu.

 

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