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"Com a licença de todos, o criador aqui sou eu"

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O poeta. “A minha idade escapa-se de um lado para o outro, sob os dedos, como um nervo fulgurante. Vou morrer. O ouro está perto”

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Um dos maiores nomes da poesia portuguesa de sempre, Herberto Helder morreu segunda-feira aos 84 anos de idade. Homem de princípios rígidos, obsessões vibrantes, medos diabólicos, foi mestre da palavra e da sintaxe que nunca deixou de destruir e reconstruir.

Os poetas arrogam-se o direito de recomeçar o mundo", escrevia Herberto Helder em 1968. Foi isso que fez. Mudou o mundo dele e o nosso com as palavras que sempre quis destruir e reconstruir, rasgar e colar. Esse mundo do medo e do sagrado, da obsessão, da morte, da sintaxe e da criação obscura e torturante. Foi assim que esse ícone maior da poesia portuguesa elevou à excelência a palavra visceral e a que mais temia; a elevou naquela busca incessante por uma respiração folgada, uma espécie de libertação, que só alcançava através daquele ardiloso trabalho de artesão, qual "ofício" absoluto e divino, esse da criação.

 

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