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BdP não deu tempo. Governo não adiantou dinheiro. E o BES acabou

Audição. Vítor Bento foi hoje ao Parlamento dar explicações aos deputados da comissão parlamentar de inquérito

Vítor Bento disse aos deputados que contava com a linha de recapitalização pública, mas Maria Luís fechou essa porta. E a capitalização era impossível nas 48 horas dadas pelo Banco de Portugal. Só sobrou a resolução do banco - e mesmo essa, sem ser nas condições que Bento queria.

Filipe Santos Costa (texto) e Luís Barra (fotos)

Até hoje, havia essencialmente duas versões sobre o fim do BES. Havia a versão de Maria Luís Albuquerque - segundo a qual, o Governo nada teve a ver com a resolução do BES, decisão que lhe teria sido "comunicada" pelo governador do Banco de Portugal (BdP) na tarde de 1 de agosto. E havia a versão de Carlos Costa - segundo a qual a sua decisão de criar o Novo Banco e o "BES mau" não foi bem uma decisão, mas uma inevitabilidade, por ausência de alternativas. Hoje, ficou a conhecer-se a versão de Vítor Bento, o homem que presidia o BES à altura dos acontecimentos, e ficou depois a liderar o Novo Banco - o terceiro vértice no triângulo da resolução. A sua versão não coincide bem com as duas anteriores. Não é que as desminta. Mas atribui à ministra das Finanças e ao governador do Banco de Portugal mais responsabilidades nos acontecimentos do que aquilo que um e outro assumiram até agora. Como diria Bento a dado passo da audição, "é tudo verdade, mas não é tudo completamente verdade".

 

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