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A juíza mais radical do TC

Desalinhada.Pequenina, olhar vivo, nunca falou aos media

Tiago Miranda

Maria Lúcia Amaral, vice-presidente do Tribunal Constitucional, está desalinhada. Vota vencida nos "chumbos" às propostas do Governo, não esconde que o tribunal decide com "falta de rigor" e "incerteza". Considera até que se mete onde não foi chamado: no poder de governar.

Está sempre na primeira fila, quando chega a hora da leitura pública dos acórdãos constitucionais que dão luz verde - e, na maioria dos casos, vermelha - às reformas do Governo. Pequenina, olhar vivo, nunca falou aos media e nem se lhe conhece uma frase que seja nos sete anos que leva como juíza do TC. Isto, claro, se só tivermos em conta os arquivos da comunicação social. Porque, no que às declarações de voto diz respeito, Maria Lúcia Amaral diz muito. Diz tudo. De forma direta como uma flecha, mostra como está quase sempre do contra. Ou, como escreveu numa das suas últimas pronúncias constitucionais, como se afasta "radicalmente" da opinião da maioria dos seus colegas juízes. "Radical" é mesmo o termo.

 

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