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As cinco perguntas difíceis que Costa contornou

Costa esteve no Parlamento para o habitual debate sobre o estado da Nação

Foto António Cotrim/Lusa

Professores, SNS, transportes, Cultura ou Trabalho: por muito que os partidos se desentendam, todos estão de acordo em que estas são áreas com problemas urgentes por resolver. Esta sexta-feira, todos dirigiram perguntas e críticas ao primeiro-ministro sobre os mesmos temas quentes - mas, por entre explicações parciais ou respostas ao lado, há dúvidas que ficaram por esclarecer

Não é raro ficar, depois de um debate parlamentar, a ideia de que há dois países diferentes em discussão. A regra é que o partido que está no Governo puxe pelas vitórias e fale dos bons indicadores, se possível passando as culpas do que está mal para quem veio antes; e que a oposição faça o inverso, ou seja, pinte um cenário negro e garanta que as boas notícias já vinham de trás.

Foi o que aconteceu, mais uma vez, no debate desta sexta-feira de manhã, o momento em que anualmente se avalia o estado da Nação: esquerda e direita analisaram de formas diferentes o momento político que se vive e cada um puxou os louros e empurrou culpas como pôde. Mas há pontos em que todos estão de acordo: as queixas sobre o Serviço Nacional de Saúde (de que o Estado é “carrasco”, dizia o CDS) atravessam o espectro político; todos concordam que a guerra com os professores prejudica o sector da Educação (“foi mentira ou irresponsabilidade?”, quis saber o PSD); a política cultural é uma preocupação geral (e é preciso 1% destinado à área no Orçamento, defendeu o PCP); a legislação laboral deixa dúvidas sobre o rumo, mais à esquerda ou mais à direita, do Governo; e os transportes estão à beira da “rutura”.

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