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Antigo presidente da ERSE qualifica rendas da EDP como “opções políticas”

O ex-regulador da energia diz havia alternativas à solução que foi encontrada para os contratos com a EDP e que afetam as tarifas pagas pelos consumidores

José Carlos Carvalho

Jorge Vasconcelos afirmou no Parlamento que os contratos de longo prazo das empresas Tejo Energia e Turbogás foram criados de forma justificada, mas os da EDP corresponderam a opções políticas motivadas pela vontade de privatizar a empresa

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Jorge Vasconcelos, que presidiu à ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos entre 1996 e 2006, considera que a criação dos contratos de aquisição de energia (CAE) de que a EDP beneficiou a partir de 1996 resultaram de “opções políticas”, sem nada que obrigasse o Estado português a criar esses instrumentos de remuneração da elétrica.


Na sua audição na comissão parlamentar de inquérito sobre as rendas da energia, Jorge Vasconcelos fez uma distinção entre os CAE criados em 1995 para as empresas Tejo Energia e Turbogás e os que foram criados no ano seguinte para a EDP. Jorge Vasconcelos lembra que no caso da Tejo a criação de um contrato de longo prazo para a venda da eletricidade “foi justificado com a incapacidade de financiamento da EDP para construir uma nova central a carvão, pelo que se recorreu a investimento estrangeiro”.

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