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Trump escolheu um juiz que é contra investigações criminais ao presidente dos EUA. Conveniente?

Brett Kavanaugh, 53 anos, tem agora de ser confirmado pelo Senado

FOTO EPA

“Não existe na América ninguém mais qualificado para o lugar nem que o mereça mais”, proclamou Trump ao revelar a sua escolha para o Supremo Tribunal

O texto foi escrito em 2009 mas recuperado por estes dias. Nele, Brett Kavanaugh - esse mesmo, o juiz que Donald Trump acabou de nomear para o Supremo Tribunal norte-americano - defende que os Presidentes, enquanto em funções, devem estar a salvo de processos e de investigações criminais. “Para se poderem concentrar nas suas múltiplas tarefas, com o mínimo de distrações”, argumentava na “Minnesota Law Review”. Se o pensamento foi ou não determinante para a escolha presidencial anunciada na noite desta segunda-feira, só Trump saberá, mas vários são os analistas a fazer notar a conveniência. Afinal, a dado momento pode ser pedido ao Supremo Tribunal que se pronuncie sobre a investigação em curso sobre a possível interferência russa nas mais recentes presidenciais dos EUA, recordam.

Não que faltem a Kavanaugh credenciais para o cargo. “Não existe na América ninguém mais qualificado para o lugar, nem que o mereça mais”, proclamou Trump ao revelar a sua escolha. Que não surpreendeu, por se esperar que fosse desejo do presidente assegurar o controlo conservador na mais alta instância judicial do país nos próximos anos, colocando na cadeira deixada vazia pelo veterano juiz Anthony Kennedy alguém capaz de desequilibrar decisões em matérias tão fundamentais como a pena de morte, a política de imigração ou o aborto.

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