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“Fracasso não é cadastro, é currículo”

Rui Couto Santos, ao centro, é o moderador da primeira sessão Incinerator, que quer tirar o estigma ao fracasso e pôr os empreendedores a falar naturalmente dos falhanços empresariaisf

Foto DR

A Founders Founders começa esta terça-feira o programa Incinerator, para desmistificar e dar um fim digno às histórias empresariais que fecham portas. O objetivo é deixar um legado do conhecimento acumulado por quem tenta e falha, tenta outra vez e volta a fracassar, até que consegue. O empreendedor Rui Couto Santos conta, em entrevista, a sua experiência com o fracasso. E o que aprendeu pelo caminho

Rui Santos Couto é um empreendedor em série. Aos 18 anos, acabado de entrar para a faculdade, fez aquilo que lhe disseram para não fazer: lançou a primeira empresa. Enquanto tirava uma licenciatura em Geografia, “para conhecer o mundo e as pessoas”, vendia projetos de produção de eventos a autarquias. Três anos depois, para conseguir concluir o curso, fechou a atividade. Na pós-graduação em Gestão que se seguiu, conheceu os colegas e logo depois sócios com quem criou um festival de música clássica, o Harmos Festival, que ainda hoje decorre na Casa da Música, no Porto, e em outras cidades portuguesas. Depois disso, fundou uma loja de comércio eletrónico, a TuttiFy, de venda de produtos alimentares gourmet — que também persiste, embora gerida por outra equipa. Em 2014, foi o tempo de lançar a MusicVerb, startup de desenvolvimento de software de marketing vocacionado para a gestão da indústria da música ao vivo, que já marcava presença em 20 mercados internacionais quando acabou a ser vendida a um grupo dinamarquês.

A não ser no último caso, que conseguiu cumprir o objetivo de vender a empresa que criou, os seus projetos acabaram ou por não ter a dimensão global desejada ou por fechar. “Houve vários falhanços intermédios”, conta Rui Santos Couto, agora com 36 anos, cofundador do Founders Founders, no Porto, uma comunidade/ de fundadores de startups e uma incubadora que acolhe projetos em fases semelhantes e funcionam com base na entreajuda. O empreendedor é quem abre as portas deste centro para acolher, a partir deste terça-feira, e com uma periodicidade que pretende ser mensal, histórias de fracasso. De erro. E de falhanço.

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