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Eleição geral? “Pode absolutamente acontecer”

Os opositores do Brexit dizem que a primeira-ministra fez das negociações um "fudge" um bolo típico inglês conhecido pela sua consistência melosa

Foto Yui Mok/PA Images/Getty Images

As garras dos trabalhistas afiam-se nas cadeiras de cabedal onde se sentam os deputados conservadores. Com Theresa May a perder apoio dentro do seu próprio partido, a oposição arrisca e diz que não votará um acordo que não assegure seis pontos principais - todos apenas possíveis de assegurar se o Reino Unido ficar na UE

Ana França

Ana França

Jornalista

“Pode o acordo assegurar que continuamos com uma relação de forte colaboração com a União Europeia?” A ideia de quem luta por “mais soberania” de certo não é essa. “Pode o acordo garantir exatamente os mesmos benefícios que temos atualmente como membros do mercado único e da união aduaneira?” A resposta a isto é o redondo ‘não’ na União Europeia, que exige livre movimento de pessoas em troca do acesso pleno às regalias do mercado único. “Pode este acordo assegurar o tratamento justo do tema da imigração de forma a beneficiar as várias comunidades e a economia do Reino Unido?” Se o tema principal de toda a campanha foi a necessidade de colocar um garrote na entrada de migrantes económicos, parece idealista pensar que os conservadores de May abdiquem totalmente dessa exigência.

“Pode este acordo oferecer as proteções necessárias para que o Reino Unido não entre numa corrida sem travões até ao abismo económico?” A maioria dos economistas considera que pelo menos nos primeiros cinco anos depois da saída, caso não se encontre um acordo, a economia britânica vai sofrer bastante com a reimposição das tarifas, subida de preços e falta de mão de obra. “Pode este acordo garantir que o Reino Unido continua protegido, seguro e parte dos esforços concertados para atacar o crime internacional, o cibercrime e outras ameaças além-fronteiras?” É o único ponto em que há uma possibilidade de cooperação nos mesmos modelos existentes até aqui, porque as agências de combate ao crime na Europa não deverão cortar as ligações com o Reino Unido.

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