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“Falámos de tudo.” Há degelo entre Madrid e a Catalunha

Sánchez e Torra reuniram-se durante duas horas e meia no palácio da Moncloa, em Madrid

Foto Juan Medina/Reuters

Chefes do Executivo central e do governo regional catalão reativaram o diálogo após sete anos a alternar entre silêncio e ruído ensurdecedor. Há divergências profundas mas vontade de colaborar

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

Editor da Secção Internacional

“Falámos de tudo.” A frase de Quim Torra é relevante, após anos em que não se falou de nada, ou melhor, se muito de falou, pouco se disse e nada se dialogou. A reunião desta segunda-feira entre o presidente da Catalunha e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visou acima de tudo permitir o degelo e a repor a normalidade democrática, que passa em larga medida pelas relações institucionais. Foi uma ocasião “institucional, cheia de cortesia e de fluidez”, garante o Governo espanhol. “Longa e sincera”, chama-lhe o dirigente catalão.

Onde antes se via Carles Puigdemont dizer “referendo, sim ou sim” e Mariano Rajoy arvorar a Constituição espanhola para provar que isso não era possível, assistiu-se esta tarde a um encontro “cordial e correto”, nas palavras do gabinete de Sánchez, a quem Torra ofereceu uma garrafa de licor de ratafia, uma especialidade catalã destilada de vários frutos — cuja origem etimológica é “rata fiat”, utilizada para ratificar pactos — e dois livros sobre a História da sua região. O clima foi, pois, bem diferente do da reunião entre Rajoy e Artur Mas (antecessor de Puigdemong), em 2010. Este exigiu um novo pacto fiscal para a Catalunha e a recusa daquele foi gatilho para o processo separatista.

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