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A “princesa nazi” que depois da guerra trabalhou para os serviços secretos da Alemanha

Gudrun Burwitz, filha de Heinrich Himmler, em 1996

Foto Karwasz/Getty Images

Gudrun Burwitz é filha de Heinrich Himmler e nazi assumida, mas tal não impediu que após a queda do nazismo fosse contratada pelos serviços secretos alemães BND. Uma investigação do diário “Bild” revelou este segredo e o da sua morte, aos 88 anos, em finais de maio

Gudrun Burwitz morreu em finais de maio passado, aos 88 anos, sem que o facto despertasse grande atenção. Porém, uma notícia do diário alemão “Bild” tirou-o do segredo, ao revelar que esta mulher, nascida Gudrun Margarete Himmler — o apelo Burwitz só surgiu após o casamento — trabalhou para os serviços de espionagem da República Federal Alemã (BND) no pós-guerra, entre 1961 e 1963.

Sob nome falso, a filha de Heinrich Himmler desempenhou funções de secretária naquele órgão, por nomeação do seu então diretor, Reinhard Gehlen, um general das forças armadas alemãs com a função de recolher informação sobre o Exército Vermelho que depois da guerra passou a colaborar com a CIA. Há dias, o “Bild” aventou que, nos anos 50 e 60, grande parte dos agentes recrutados por Gehlen tinham pertencido à Gestapo e às SS, respetivamente a polícia secreta do Estado e a força paramilitar do partido nazi.

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