Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Foi explorar “uma gruta muito difícil na Arrábida” e não voltou: há 30 anos que ninguém sabe de Tiago

Na semana seguinte ao desaparecimento de Tiago João, foi montada uma das maiores operações de busca até à data

Fernando Ferreira

Não se sabe ao certo o que aconteceu. Dizem que Tiago desapareceu nas grutas da Arrábida, em Setúbal. Mas outras hipóteses foram ponderadas – rapto ou acidente – e depois excluídas. Ao contrário das 12 crianças que esta segunda-feira foram encontradas na Tailândia após nove dias presas numa caverna (e podem ter de ficar lá mais quatro meses), Tiago nunca foi encontrado. Trinta anos depois, permanece o mistério do que lhe terá acontecido

Era meio-dia de sábado e Tiago, 20 anos, saiu de casa. Contam os jornais da época que vestia umas calças de ganga e uma t-shirt branca, levava às costas uma mochila. Antes de sair, disse apenas que ia explorar “uma gruta muito difícil na Arrábida”. À mãe prometeu que ligaria ao final do dia de uma aldeia próxima caso não conseguisse regressar antes de anoitecer. Chegou o final do dia e Tiago não ligou à mãe. Passou a noite e Tiago não apareceu em casa. Nasceu um novo dia e nada de Tiago. Os pais alertaram as autoridades e na Serra da Arrábida, em Setúbal, foi montada uma das maiores operações de busca e salvamento até à data. Era 1988 e durante semanas, meses, anos, Tiago foi procurado. Ainda hoje não se sabe ao certo o que lhe aconteceu.

“A única possibilidade era a Garganta do Cabo, no Cabo Espichel, é a única que conheço onde alguém pode cair e o corpo ser arrastado com a força do mar lá em baixo.” Francisco Rasteiro é presidente Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA), lembra-se da história de Tiago João e em 1994 foi ouvido pela Polícia Judiciária, que lhe pediu ajuda para perceber onde podia estar o corpo nas grutas da serra. “Naquela gruta, o mar entra à bruta e destrói tudo. Aliás, é a única em que sei de uma outra história, a de um pescador que morreu lá. Mas a história desse rapaz nunca ficou muito bem contada”, acrescenta o espeleólogo.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)