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É impressão ou Costa prepara-se para uma crise?

ANTONIO COTRIM

O mito acabou, diz Jerónimo de Sousa. Arriscam “voltar ao isolamento”, avisa Carlos César. António Costa ensaia a síntese: “não há dinheiro” para ceder mais aos parceiros, mas a geringonça é “um sucesso” a manter. Se a esquerda romper, o primeiro-ministro prepara-se para lamentar culpas alheias pelo fim de uma ousadia que diz “estar no coração dos portugueses”. O jogo de passa culpas está em marcha. A tentação da crise está aí

O primeiro a farejar o risco de rutura foi “o” comentador do regime. Estava-se em maio, Marcelo Rebelo de Sousa avisou numa entrevista ao “Público” que se o próximo Orçamento do Estado (OE) não passar ele convoca eleições. E António Costa foi rápido a apanhar a boleia. Disse que se a esquerda com quem construiu a geringonça lhe faltar no Orçamento, ele nem sequer admite contar com os votos do PSD. Demite-se e quer eleições.

O risco de uma crise política, que parecia aberrante, encorpou nestes dois meses, muito à custa do conflito Governo/professores, que parece extremado - os sindicatos querem voltar às negociações, mas o Governo não tem nada de substancial para lhes dar.

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