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Obrigações do Novo Banco têm a taxa de juro mais alta da Europa este ano

Na primeira investida ao mercado desde a intervenção no antigo BES, em agosto de 2014, o Novo Banco é aquele que paga uma taxa de juro mais alta com emissão de dívida subordinada

Foto Tiago Miranda

Desde janeiro, os bancos europeus colocaram no mercado mais de €26 mil milhões em dívida subordinada, que conta para reforçar rácios de capital. Operação com a qual o ex-BES regressou ao mercado, depois de vários anos ausente, teve a taxa mais elevada entre as 30 colocações realizadas até final da semana passada

João Silvestre

João Silvestre

Editor de Economia

A crise financeira mudou drasticamente a imagem dos bancos. Vários países, entre os quais Portugal, foram obrigados a intervir para evitar ou gerir colapsos de instituições que estiveram na linha da frente do estouro. Agora, o pior já parece ter passado, mas a desconfiança dos investidores ainda é elevada. E isso paga-se em juros que, numa época de juros ‘zero’, sobem bem acima da linha de água. Principalmente, como aconteceu recentemente com a Caixa Geral de Depósitos e com o Novo Banco, se se trata de dívida subordinada, que conta para os rácios de capital - o que significa que em caso de resolução dos bancos, podem perder todo o valor investido.

De acordo com a lista compilada pelo Expresso, a partir de dados da Bloomberg, realizaram-se 31 emissões de dívida subordinada até ao final da semana passada na Europa. A última, concluída na sexta-feira, marcou o regresso do Novo Banco ao mercado, depois de anos ausente. E foi a que pagou o cupão mais alto de todas: 8,5%.

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