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México guina à esquerda. Será o novo Presidente assim tão diferente de Donald Trump?

Reuters

À terceira foi de vez e de uma forma avassaladora. López Obrador é o novo Presidente do México, depois de conseguir mais de 53% dos votos, deixando o tradicional partido de poder em terceiro lugar. O PRI afundou-se por causa da corrupção, a mesma que Obrador apelida de “máfia do poder” e que promete erradicar. O perfil de um homem que não será Chávez e que até pode entender-se com Trump

Tentou duas vezes a eleição presidencial e por duas vezes falhou. O que há a destacar em Andrés Manuel López Obrador é a sua “resiliência num modelo que se aproximaria de Lula da Silva no Brasil”, começa por dizer o professor da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) Filipe Vasconcelos Romão. Ao longo dos últimos 12 anos, desde que disputou as primeiras presidenciais até à sua eleição como Presidente do México, “Obrador operou uma transformação em direção a uma posição mais moderada”, defende o académico. Essa transformação acontece numa altura em que “as forças de esquerda latino-americanas estão num retrocesso evidente”, contextualiza.

Quando concorreu pela primeira vez, os seus opositores aproximaram-no do então Presidente da Venezuela Hugo Chávez, classificando-o como “um perigo para o México”. Agora que Obrador foi eleito, Vasconcelos Romão afasta “qualquer risco de uma venezuelização do México”, não apenas por serem países muito diferentes, mas também pela lição em que a Venezuela se transformou. “Sabemos as consequências que a crise na Venezuela gerou na opinião pública. Há uma noção clara de que aquele modelo não está a funcionar. E há todo um contexto que não parece permitir uma deriva de radicalização ou revolucionária da economia mexicana”, refere.

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