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Novo Banco e CGD pagam taxas de juro ao nível de economias emergentes

Luís Barra

A taxa conseguida pelo banco público na emissão de dívida subordinada a 10 anos está ao nível dos juros de países como as Maurícias ou a Roménia. Já a operação do Novo Banco, que ainda decorre, deverá ter taxas equivalentes às suportadas pelo Paquistão ou África do Sul

Comparar taxas de juro da dívida de países com obrigações subordinadas de bancos pode ser um exercício arriscado. Afinal, no primeiro caso trata-se de Estados e o juro cobrado depende do risco de o empréstimo não ser reembolsado. Na dívida subordinada dos bancos, são títulos que funcionam como almofada de capital e que estão na linha da frente das perdas em caso de resolução do banco. Mas, mesmo assim, e com todas estas ressalvas, o Expresso deu uma volta ao mundo para encontrar taxas comparáveis às conseguidas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pelo Novo Banco.

Na semana passada, o banco público colocou €500 milhões a 10 anos, com opção de reembolso antecipado ao fim de cinco anos, e uma taxa de 5,75%. Já a operação do Novo Banco ainda decorre até quinta-feira e os resultados finais apenas serão conhecidos na sexta-feira, mas o preço mínimo é de 8,5% por €400 milhões a 10 anos. São ambas emissões de instrumentos capital tier 2 (nível 2) e que servem para reforçar os rácios dos dois bancos. No caso da Caixa, esta operação fecha a operação de recapitalização que arrancou em 2017.

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