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“Os abstencionistas não voltarão a votar nos três partidos do regime”

MIGUEL RIOPA

Especialistas e investigadores consideram que o aumento da abstenção é irreversível, mas acreditam que há medidas paliativas que podem amenizar os seus efeitos. Caso contrário, dizem, o vazio vai ser ocupado por outros

O diagnóstico é pessimista e as soluções não são evidentes: a abstenção é um risco para a democracia portuguesa e não há soluções a curto ou a médio prazo que possam inverter o fosso entre eleitos e eleitores. Ainda assim, há medidas paliativas que devem ser tomadas para tentar, pelo menos, estabilizar a curva descendente que se vem registando ao longo das últimas décadas, e que podem passar, por exemplo, pela reforma do sistema eleitoral e pelo repensar da relação dos partidos com a sociedade civil.

Foram estas algumas das conclusões da sessão de lançamento do Portugal Talks, organizado pelo Estoril Institute for Global Dialogue (EIGD), e que juntou Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais e um dos organizadores do evento, o investigador Pedro Magalhães, a politóloga Marina Costa Lobo, a constitucionalista Catarina Santos Botelho e o economista e professor de Direito Nuno Garoupa, na Fundação Calouste Gulbenkian. E foi precisamente este último, agora presidente da comissão científica que vai recolher e apresentar soluções para contrariar o problema, a enquadrar o debate: “A abstenção não tem uma solução. Pode ter mecanismos paliativos, mas não seremos inocentes ao ponto de pensar que a abstenção vai desaparecer”, assumiu.

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