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“O fracasso é a regra, não a exceção”

Pedro Colaço fundou a FailProof Academy para combater o estigma do insucesso entre os portugueses

Um terço das startups portuguesas fecha ao fim de um ano e só 32% conseguem fintar o “vale da morte” e chegar aos oito anos. O insucesso é natural no mundo dos negócios. Em Portugal continua a ser tabu, reconhecem os especialistas

Catia Mateus

Catia Mateus

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Jornalista

João Carlos Santos

João Carlos Santos

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Fotojornalista

Entre janeiro e maio deste ano nasceram 20.942 empresas em território nacional. As contas da Informa D&B apontam para um crescimento de 12,9% no número de novos negócios face aos primeiros cinco meses de 2017. Uma expansão que é sobretudo impulsionada por sectores como o dos Serviços (com 792 novas empresas criadas) e das atividades imobiliárias, que desde o início do ano viu surgir 568 novas empresas (mais 37,2% do que no período homólogo). Mas nem todas terão sucesso. E se dúvidas houver, os números comprovam-no: a percentagem de empresas a encerrar aumentou 5,9% desde o início do ano, face aos primeiros cinco meses do ano passado. Até maio, encerraram 6046 empresas no país. A falta de financiamento e a fraca exposição a mercados internacionais estão entre as causas do insucesso empresarial. Esse, que em Portugal continua a ser um fardo pesado demais para um empreendedor, garante Pedro Colaço, fundador da FailProof Academy, uma consultora especializada na gestão do fracasso.

O caso recente da Chic by Choice, a startup de aluguer de vestuário de luxo liderada por Filipa Neto e Lara Vidreiro, é o exemplo mais recente do estigma que ainda representa fracassar no mundo dos negócios em Portugal. As fundadoras da marca criada em 2014 chegaram a ser referenciadas pela “Forbes”, que as integrou na famosa lista 30 under 30 (30 empreendedores com menos de 30 anos) e a revista “Wired” também destacou a Chic by Choice como uma das 100 startups mais promissoras da Europa, no ano passado. Mas, por essa altura a empresa até já estava em dificuldades. A Chic by Choice seguiu a tendência de 53% das startups em Portugal e parece não sobreviver aos primeiros quatro anos de atividade. Na verdade, embora ainda não esteja oficialmente confirmada a falência do projeto, em 2016 os prejuízos já superavam um milhão de euros e a falência técnica era já uma realidade. As empreendedoras encontraram outros empregos, mas nunca assumiram o insucesso da startup.

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