Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Quando os santos descem à Terra

António, João e Pedro. Um santo e dois apóstolos são pretexto para as comemorações do mês de junho, os chamados Santos Populares, o primeiro dos quais é celebrado esta quarta-feira. Umas festas que alguns dizem ser uma apropriação pelo catolicismo dos ritos antigos dos solstícios e dos equinócios. São sobre tudo isto - além das “biografias” das três figuras - os textos que se seguem, publicados originalmente fazem agora exatos 20 anos, na revista de 13 de junho de 1998

Maria José Mauperrin (texto), António Pedro Ferreira (fotos)

antónio pedro ferreira

Mal o mês de junho se anuncia no calendário e logo se fica à espera do dia 13. Alegram-se os mais foliões com a perspetiva da quebra de rotina que as comemorações dos Santos Populares lhes proporcionam. Os bairros antigos da cidade enfeitam-se para receber os que anualmente cumprem o ritual de confraternização com o “povo genuíno”. Tresandam as ruas com o cheiro das sardinhas assadas; corre o vinho “carrascão”, encorpado e acre. Há música de atroar ouvidos, alcachofras, manjericos, marchas luzidias com arcos e balões. E há fogueiras. E gente que passa a mão pelo que não lhe pertence; sempre para desfrutar: ou afagos ou bens de proveito.

O primeiro santo das festas - Fernando de batismo e António por opção - tem dia feriado. Lisboa viria a elegê-lo patrono. Não apenas por o Santo nesta cidade ter nascido em 15 de agosto de 1195, quando reinava El-Rei D. Sancho I, o Povoador. O Santo, também protetor dos leiteiros, dos marinheiros e das moças casadoiras, além da fama e prestígio que lhe trazia, podia protegê-la das grandes calamidades, como a peste.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)