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O sábado de chuva em que nos tornámos farrapos emocionais: Moullinex faz a crítica ao já mítico concerto de Nick Cave

rita carmo

“Um excelente concerto tem esta capacidade: saímos maiores do que entrámos”, escreve Luis Clara Gomes, ou Moullinex, na crítica que faz para o Expresso do já mítico concerto de Nick Cave no Primavera Sound, no Porto, este sábado. E regressamos a Nick Cave praticamente dois dias depois porque ainda não saímos verdadeiramente daquela noite de quase dilúvio em que o australiano se virou para a chuva e falou assim: “Now I’ll play a song on the piano. Maybe we could sing it together, and make it rain even more”. Moullinex atuou no 1º dia do festival, fechando o Palco Super Bock, onde apresentou o seu mais recente álbum, “Hypersex”.

Luis Clara Gomes (Moullinex), músico

E alguns dizem que é apenas rock & roll

“And some people say it’s just rock and roll. Oh but it gets you right down to your soul”, canta Nick Cave nos últimos versos de ‘Push The Sky Away’, derradeira canção do concerto do sexagenário no NOS Primavera Sound, pouco depois de convidar os fãs na fila da frente a subirem a palco e juntarem-se a si e aos Bad Seeds. Uma cerimónia de catarse coletiva, transversal em gerações e públicos, e que deixou o Parque da Cidade em farrapos emocionais.

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