Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Comércio mundial. “Inversão histórica” no G7 poderá ter “consequências sérias e perigosas”

reuters

A guerra comercial do alumínio e do aço decretada pelo Presidente dos EUA já bastava para que a cimeira do G7 decorresse num clima tenso. No entanto, Donald Trump conseguiu que a reunião dos sete países mais industrializados do mundo terminasse em fiasco, com a sua recusa em assinar o texto final. Dois dos efeitos da decisão podem ser um “empobrecimento geral” e “o aumento das tensões diplomáticas e até militares”

A cimeira do G7, que decorreu esta sexta-feira e este sábado no Canadá, deveria ter servido para fazer retroceder o perigo de uma escalada protecionista, começa por dizer André Azevedo Alves, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Mas “não só não o fez como agravou esse perigo”, avalia o investigador, que deteta uma “inversão histórica” no comércio mundial, protagonizada pelos EUA e que poderá ter “consequências sérias e perigosas”.

Desde a Segunda Guerra Mundial, as administrações norte-americanas, tanto as democratas como as republicanas, têm norteado as relações comercias mundiais no sentido da redução de barreiras. Agora, essa doutrina pode estar em causa, alerta o académico. “O principal arquiteto dessa ordem diz que já não vai entrar na mesma lógica, mas antes numa lógica de guerra comercial”, acrescenta. Foi isso que ficou patente na decisão de Trump de, já a caminho de Singapura, para a cimeira EUA-Coreia do Norte, dar instruções via Twitter para que o seu nome não constasse do texto final do encontro do G7.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)